<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136</id><updated>2011-10-06T17:46:37.432-07:00</updated><title type='text'>Espaço Cultural</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-3247778450376330508</id><published>2007-03-07T03:57:00.000-08:00</published><updated>2007-03-07T05:26:42.392-08:00</updated><title type='text'>A rainha (galinha) da Angola</title><content type='html'>Todas as tardes, depois da roça, sentava-se em frente a uma TV velha. Tirava as botas velhas, se arremessava no sofá igualmente acabado, mão na barriga e palito na boca. A simples vida de um homem do campo que cursou até a terceira série e era acadêmico em sua região.&lt;br /&gt;Em seu sítio, pouco se tinha de interessante. Algumas cabeças de gado, umas galinhas, uns patos e um chiqueiro semelhante ao seu quarto.&lt;br /&gt;Mas naquele dia havia algo estranho. O céu estava nublado, carregado. Uns ventos fortes batiam na janela entreaberta. Enquanto coçava a barriga, uma tempestade se anunciava. Pensou que fosse chuva braba, o que salvaria a colheita.&lt;br /&gt;Um pontapé violento abriu a porta da casa que dava para sala, onde via TV. O movimento brusco quase derrubou o casebre. Uma sombra estranha projetou-se então da soleira, iluminada pelos relâmpagos constantes. Era a sombra de quem havia destruído a porta e de quem parecia estar disposto a destruir a vida daquele homem.&lt;br /&gt;Surgiu então a figura de uma galinha negra, responsável pelo estrago. O homem não acreditava no que via. No semblante da ave, feições sisudas e carrancudas, como as de quem tem ódio e amargura no coração. Nas feições do hominídeo, pavor e perplexidade.&lt;br /&gt;- Durante anos esperei por essa hora. - disse a galinha, aos cacarejos, estranhamente compreendidos pelo proprietário.&lt;br /&gt;- O que é isso? Você fala? O que mais você faz?- disse o homem atordoado.&lt;br /&gt;- Não interessa o que eu faço! Eu vim aqui resolver de uma vez um enorme problema. Um problema que me aflige há muitos e muitos anos, pelo qual espero que seja resolvido desde que sou o que sou...&lt;br /&gt;- Ora, fique quieta que você vai é para a panela por causa do seu atrevimento!&lt;br /&gt;A galinha ergueu uma das asas com a qual segurava uma varinha mágica. Fez um movimento e cacarejou algo, arremessando abrupatamente o homem de volta para o sofá.&lt;br /&gt;- Virgem, Nossa Senhora, essa galinha é macabra! Socorro, que eu acho que ela veio foi de um terreiro!&lt;br /&gt;- Na verdade eu não sou uma galinha.&lt;br /&gt;- Não precisa dizer o que a senhora é, dona galinha preta. Pode voar embora, economize seus cococós, que eu nunca mais vou mandar a senhora nem sua família para a panela. Nem vou fazer gemada com seus filhos.&lt;br /&gt;- Quieto o senhor! Na verdade, há muitos anos, eu não era uma galinha. Era uma linda princesa. Habitava um paraíso na África, cercado por muita mata, muitos bichinhos e um lindo reino.&lt;br /&gt;- Pois se considere livre para voltar para lá quando quiser.&lt;br /&gt;Impaciente, a galinha fez mais um movimento com sua varinhae fez surgir um esparadrapo na boca do homem.&lt;br /&gt;- No entanto, naquele reino, onde o bem e a felicidade reinavam absolutos, havia uma mulher com muita inveja no coração. Ela não aceitava ver a prosperidade do povo, nem a minha felicidade com meus súditos. Era uma feiticeira!&lt;br /&gt;Numa tarde de sol, ela me prendeu e me lançou um feitiço, me transformando nesta galinha que agora você vê. Por 500 anos, estou presa a este corpo cheio de penas. Mas agora eu tenho a real chance de desfazer o feitiço e me vingar daquela mulher que há muito tempo me tirou o direito de governar meu povo.&lt;br /&gt;Dos olhos da galinha, lágrimas escorriam, molhando a cobertura de penas. Sentia-se a angústia que tomava conta do seu coração, proibido de conviver com os seus durante mais de 5 séculos.&lt;br /&gt;- Mas a senhora vai se vingar de quem, já deve estar todo mundo morto a esta altura do campeonato?!&lt;br /&gt;- Ela está viva! A feiticeira que roubou a vida de muitos para alcançar a eternidade! E agora estou aqui para desfazer o feitiço: preciso do coração daquele que seria o meu algoz, o meu carrasco, que me levaria para a panela! É a minhachance de assumir o trono deixado pela minha querida mãe!&lt;br /&gt;- Eu jamais faria isso com uma galinha, princesa, como a senhora. De jeito nenhum.&lt;br /&gt;- Mentira! Você já planejava me mandar para a panela no almoço de amnhã! Me cortaria em pedaços, me colocaria boiando ao lado de batatas e jerimuns e comeria meu coração em uma única abocanhada! Mas, agora é a hora da minha libertação.&lt;br /&gt;Com o poder de sua magia negra, a galinha amarrou o homem na cadeira, de forma a deixar exposta a parte que seria cortada com uma pecheira, utilizada para degolar outras tantas vezes suas amigas confidentes de galinheiro.&lt;br /&gt;A galinha sinistra amolava a arma do golpe final, enquanto o homem aguardava soelenemente a sua morte diante daquela ave desorientada, completamente abalada emocionalmente. Ele percebia que poderia salvar sua vida e ainda assim ajudar àquela pobre criatura, ressentida com o passado. Mas o que poderia fazer? Era um triste fim que o aguardava...&lt;br /&gt;Surgiu então, diante do lugar da mesma porta derrubada pela princesa galinha, um galo parrudo. Parecia ser o chefe do galinheiro, pois trazia consigo uma medalha no peito, com algo escrito do tipo "Pronto para o (em)abate". Era uma galo desses de guerra, líderes do movimento dos galináceos. A galinha olhou para trás assustada, ainda com a pecheira afiada na mão.&lt;br /&gt;Durante segundos intermináveis, galo e galinha se entreolharam. O galo sacou um revólver e atirou bem no meio do peito da princesa, que morreu ali mesmo, sem tempo de reação.&lt;br /&gt;Dali a pouco a polícia chegou para esclarecer o caso. Crime passional. Parece que a princesa se encontrava com um amante nas redondezas do chiqueiro, às escondidas. O marido, militar ciumento, resolveu acabar com a vida dos dois.&lt;br /&gt;O fato é que desde deste dia o proprietário nunca mais criou galinhas, porcos, nem vacas. De vez em quando ouvia alguns mugidos estranhos pelos cantos, guinchos elameados por acolá, então os vendeu para outros fazendeiros. Mas viveu feliz para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-3247778450376330508?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/3247778450376330508/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=3247778450376330508' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/3247778450376330508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/3247778450376330508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2007/03/rainha-galinha-da-angola.html' title='A rainha (galinha) da Angola'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-4696686091762599909</id><published>2007-02-11T11:13:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T01:29:15.471-08:00</updated><title type='text'>Casa no campo: Sertão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LqyhLjB7vMA/Rc-yMOhgtTI/AAAAAAAAAAk/yRZXW74bSKo/s1600-h/seca+sertÃ£o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5030435231922959666" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_LqyhLjB7vMA/Rc-yMOhgtTI/AAAAAAAAAAk/yRZXW74bSKo/s320/seca+sert%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Maria quer uma casa no campo&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde possa ser livre para plantar feijão&lt;br /&gt;Onde o gado esquelético nem sempre sobrevive&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde água é champagne e vem em carro-pipa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;José quer uma casa no campo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde São Francisco está 140 anos atrasado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde Nossa Senhora advoga pelos locais&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde São Pedro só aparece de vez em quando&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;João quer uma casa no campo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde a lua não tem véu e estrelas têm mais&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde cada um tem um sol próprio &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde o mar é um sonho e o rio é uma saudade&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antônia quer uma casa no campo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde escola é bem longe e hospital ainda mais&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde açude é promessa e canal é mentira&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde quintal é deserto e jardim é de pedra&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pedro quer uma casa no campo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde quarto é cozinha e banheiro é ali atrás&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde passarinho é almoço e palma é sobremesa&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde o mato é oásis e uma poça d'água é miragem&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Luís quer uma casa no campo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde Natal é barriga cheia, mas a cesta é básica&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde família é bolsa e cresce rápido demais&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde câncer é gripe e parteira é pajé&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cícera quer uma casa no campo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde o tempo é algoz dos homens&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde a terra batida é a esperança&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde a natureza fez a maior economia do planeta&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-4696686091762599909?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/4696686091762599909/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=4696686091762599909' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/4696686091762599909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/4696686091762599909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2007/02/casa-no-campo-serto.html' title='Casa no campo: Sertão'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LqyhLjB7vMA/Rc-yMOhgtTI/AAAAAAAAAAk/yRZXW74bSKo/s72-c/seca+sert%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-4173977657745251806</id><published>2007-01-31T10:59:00.000-08:00</published><updated>2007-01-31T17:16:08.438-08:00</updated><title type='text'>Vida e morte de um funcionário público no Botafogo</title><content type='html'>Um certo senhor de 65 anos descia do táxi, por volta das 9 da noite, no bairro do Botafogo, onde morava. Era de classe média, trabalhava como funcionário público há mais de 30 anos pelo INSS e não queria se aposentar, para não cair numa rotina ainda mais chata do que a sua já podia ser (caminhar na praia definitivamente não era uma de suas atividades favoritas). Andava sempre de táxi, sobretudo àquela hora; a onda de crimes na Zona Sul já fugia do controle.&lt;br /&gt;Depois de parar em frente ao seu prédio, desceu do carro e verificou que deveria pagar 25 reais pela corrida, de Ipanema até ali. Absurdo. Um bairro era quase colado no outro, e a sua moradia era bem próxima já à Copacabana, o que tornava o preço ainda mais fora de propósito. Não podia aceitar disparates contra seu bolso; visava viajar, pelo velho mundo se possível, longe da loucura da praia, da juventude da praia, dos assaltos da praia, da beleza feia da praia.&lt;br /&gt;Mas este senhor devia desembolsar 25 reais, por 2 km e meio rodados. Custos da segurança, numa cidade assolada pela violencia. Nada mal, se formos comparar o prejuízo maior que seria se algum bandido que circulasse de bicicleta pela Avenida Atlantica descobrisse que, em seus bolsos, havia mais de dois mil reais, recém recebidos de salário, sacados num destes caixas 24 horas que funcionam próximos a um posto da polícia.&lt;br /&gt;Este homem não podia se imaginar novamente refém de criminosos; já sofrera muito com o sequestro de sua neta de apenas 4 anos e com a morte de sua mulher, vítima de bala perdida quando passeava com uma amiga pelas Laranjeiras, há 6 anos. Os bandidos já haviam conseguido levar a coisa mais importante da sua vida e ele não permitiria que o levassem também. Por isso, todos os cuidados quando andava pelas ruas, evitando ao máximo estar desacompanhado em locais onde a incidencia de crimes fosse elevada.&lt;br /&gt;Quando ia trabalhar, tomava carona com uma amigo de condomínio, também idoso, que, assim como ele, nem pensava em aposentadoria enquanto houvesse condiçoes de trabalho. Era a companhia perfeita para um homem um tanto quanto ranzinza e amargo: um pouco de trabalho aqui, um tanto de política e economia acolá, relacionamentos pessoais jamais. Já de longa data viviam nessa amizade, quase contratual, conveniente para ambos. Nas horas de folga costumavam discutir horas e horas sobre o lado bom da ditadura militar e suas possibilidades de retorno, visto o caos da segurança pública.&lt;br /&gt;Dififcilmente aparecia na varanda, que tinha uma bela vista da rua. Nos outros apartamentos, alguns canários engaiolados eram a trilha sonora do lugar; não raro se via pardais, andorinhas e outras aves por ali. Nada o encantava. Figura triste. Seu lugar era uma poltrona velha, rasgada, sem vida. E, com seus papéis velhos, formava-se um combinação incomum, afinada e melancólica.&lt;br /&gt;O velho tinha dois filhos, um promotor público que vivia no Amazonas e outro que vivia ali perto de sua casa, o qual trabalhava como assistente de odontólogo. O primeiro foi o que teve a filha levada para um cárcere, no Vidigal, em pleno verão de 2002, última data de visita ao Rio. O último ganhava uma miséria e era ajudado pela esposa, que vendia quibes no shopping; juntos tentavam se manter, com enormes dificuldades, não sendo rara a necessária ajuda que o pai do marido mandava vez em quando, incomodado pelo seu próprio sentimento de culpa por dar de mão beijada seu valioso dinheiro, mas impelido por sua própria moral a faze-lo.&lt;br /&gt;Não costumava também assitir a televisão, ou partidas de futebol do seu time (que o tinha apenas em razão de todos os homens do planeta Terra possuírem, o que não significa dizer que soubesse o nome de qualquer jogador do Botafogo), nem costumava frequentar bares em qualquer horário do dia. Vivia em seu lar, &lt;em&gt;para o seu lar. &lt;/em&gt;Limpar algo empoeirado aqui, lavar um copo sujo ali, pronto. Não recebia visitas porque achava extremamente incoveniente.&lt;br /&gt;Uma das coisas que este homem mais gostava, com efeito, era de seu salário. Era a única coisa com a qual podia contar, para resolver todos os seus problemas, ou quase todos (jamais esqueceu do falecimento de sua mulher). Um dinheiro que, quase sempre, era guardado embaixo de um colchão em frangalhos, no qual dormia há tantos anos que nem se lembrava de quando o havia comprado.&lt;br /&gt;Não exitou, no entanto, este senhor, de pegar nas mãos, dentro da segurança do táxi, um bolo de notas que havia retirado do banco, no intuito de separar os 25 reais necessários para efetuar o pagamento da corrida. Enorme precedente para um assalto, quem sabe de algum bandido que passasse pela rua naquele dado instante, que talvez até invadisse seu apartamento (o que seria uma enorme perda de tempo, pensou, pois não encontraria nenhum eletrodoméstico novo, de valor, nem nenhuma quantia exorbitante de dinheiro).&lt;br /&gt;Olhou pelo espelho retrovisor, vendo um motorista concentrado no que ele estava fazendo; vacilou. O que fazer numa situação como estas? Reagir e tomar um tiro a queima roupa não seria uma boa idéia , certamente. Mas... E se não &lt;em&gt;houvesse&lt;/em&gt; o tal assalto? Salvaria seu dinheiro e sua dignidade na luta contra o crime organizado. Não pensou em sua família àquela hora, nem em seus amigos, nem em seu trabalho. Pensou em seus bens, em seu apartamento de valor, em seus 2 mil reais conseguidos com muito suor, em sua coleção de jornais velhos, em sua caixa de charutos cubanos... Pensou em como tudo que havia construído agora poderia lhe escorrer pelas mãos em um milésimo de segundo, talvez porque o destino decidiu que ele entrasse naquele táxi, naquele dia, naquela hora.&lt;br /&gt;Cogitou descer às pressas do veículo, correr daquele carro e evitar um iminente assalto. Antes disso seu coração palpitou um pouco mais forte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-4173977657745251806?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/4173977657745251806/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=4173977657745251806' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/4173977657745251806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/4173977657745251806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2007/01/vida-e-morte-de-um-funcionrio-pblico-no.html' title='Vida e morte de um funcionário público no Botafogo'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-116653328511599396</id><published>2006-12-19T04:43:00.000-08:00</published><updated>2006-12-19T08:34:35.490-08:00</updated><title type='text'>Recadinhos de amor</title><content type='html'>Aos heróis valentões de meia-tigela um abraço&lt;br /&gt;bem carinhoso e confortante&lt;br /&gt;e uma palavra de consolação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos espertos, aproveitadores,&lt;br /&gt;um "boa sorte!"&lt;br /&gt;porque vão precisar de muita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos maduros, especialmente os psicólogos&lt;br /&gt;muito obrigado&lt;br /&gt;por tudo que fizeram e não fizeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos falsários, complexados&lt;br /&gt;mil desculpas&lt;br /&gt;por tudo o que vocês não são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos melhores, os aclamados melhores,&lt;br /&gt;não se despeçam&lt;br /&gt;vocês não estão sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos sábios, filósofos comunistas&lt;br /&gt;nunca uma opinião os agrada&lt;br /&gt;então fico bem quietinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos coleguinhas bobinhos&lt;br /&gt;pronto, então aqui está&lt;br /&gt;a distância abissal que nos separa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-116653328511599396?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/116653328511599396/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=116653328511599396' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/116653328511599396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/116653328511599396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/12/recadinhos-de-amor.html' title='Recadinhos de amor'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-116545193884355359</id><published>2006-12-06T14:02:00.000-08:00</published><updated>2006-12-06T16:38:58.926-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 2: Ceia</title><content type='html'>Natal... Quer dizer, festas. É assim nos EUA.&lt;br /&gt;Convidaram os vizinhos, alguns parentes velhos e um cantor do coral da prefeitura que morava na esquina. Todos estavam perfeitamente bem vestidos, incluindo o ganso, fantasiado de papai noel, com um gorro vermelho.&lt;br /&gt;- "Blim Blom!!!!!"&lt;br /&gt;- Filho, devem ser os convidados, atenda a porta, querido...&lt;br /&gt;Então, os vizinhos puseram seus rostos na porta. Rostos feios e gordos, diga-se de passagem. Um inconveniente fedelho os acompanhava. Igualmente gordo, mas muito mais perigoso: expulso de três colégios, banido do clube social.&lt;br /&gt;- Olá Medeiros! Sente-se. (o pai)&lt;br /&gt;- Olá Glória, querida, você está linda!&lt;br /&gt;A mãe, acidentalmente pisa no vestido da Glória. Um enorme rombo se abre na roupa.&lt;br /&gt;- Ai meu Deus! Meu vestido!&lt;br /&gt;- Isso não é nada, minha filha. Venha, eu vou dar um jeitinho.&lt;br /&gt;Para o quarto.&lt;br /&gt;- E aí rapaz? Bebe o que?&lt;br /&gt;- Vinho.&lt;br /&gt;- Não tem.&lt;br /&gt;- Então... um whisky.&lt;br /&gt;- Leite?&lt;br /&gt;Campainha. Tios que ninguém jamais havia visto, uma velha numa cadeira de rodas, um canor de coral e uma cozinheira contratada às pressas.&lt;br /&gt;- Você não tem pelo menos água?&lt;br /&gt;- Claro! Comprei um botijão especialmente para hoje! Você tem bom gosto Medeiros...&lt;br /&gt;O moleque era um demônio. Já se fora um vaso comprado na feira e dois presentes que estavam na árvore de Natal. Voltavam do quarto, aos berros, duas mulheres.&lt;br /&gt;- Eu quero um vestido novo!&lt;br /&gt;- Não se preocupe Glória, eu nao vou cobrar nadinha pela minha ajuda aí com o vestido...&lt;br /&gt;Um rolo de papel higiênico foi desenrolado e serviu de material para repor a parte arrancada do vestido.&lt;br /&gt;- Eu vou arrancar este seu cabelo horroroso!&lt;br /&gt;- Calma, amiga, eu vou servir o jantar agora.&lt;br /&gt;Tia Celina (a velha da cadeira de rodas) atropelava, no mesmo instante, o diabinho da vizinha. Comoção e desespero se espalhou pelo recinto.&lt;br /&gt;- Medeirinhos! Meu filho!&lt;br /&gt;- Coitadinha da Tia Celina, quebrou a cadeirinha de rodas, meu Deus! Acode Filho!&lt;br /&gt;- Medeiros! Vamos embora, pelo amor de Deus!&lt;br /&gt;- E a sua água medeiros? Está bem molhadinha, rapaz!&lt;br /&gt;E os vizinhos saíram às pressas. Confusão solucionada, é hora de servir o jantar.&lt;br /&gt;- Senhoras e Senhores, e Filho, nossa ceia de Natal será um delicioso ganso ao molho &lt;em&gt;Rosée&lt;/em&gt;. Sintam-se servidos.&lt;br /&gt;- Mas mãe, cadê o ganso?&lt;br /&gt;- Em cima da mesa, querido.&lt;br /&gt;- O outro ganso...&lt;br /&gt;Momento de silêncio. E desespero. O ganso sobre a mesa, assado e apetitoso (mais assado que apetitoso) estava usando um gorro vermelho. Era o sinal: morria um membro da família.&lt;br /&gt;- Oh não, nosso Filho... Quer dizer, nosso ganso, assado para a ceia de Natal!&lt;br /&gt;- Mas está delicioso. (Disse Tio Teodósio, esforçando-se para ter o melhor aproveitamento dos seus cinco dentes).&lt;br /&gt;- É verdade, querida! Essa coxinha está uma maravilha!&lt;br /&gt;Três minutos depois do ganso restavam alguns ossos roídos e arrotos. Ou melhor...&lt;br /&gt;- Mãe, a tia Celina está passando mau. Vamos levá-la ao banheiro!&lt;br /&gt;- E com urgência, meu sobrinho, porque o negócio aqui é sério!&lt;br /&gt;Tia Celina não conseguia levantar seus 125kg da cadeira na qual estava sentada. Ficou entalada, entre os braços da poltrona. Todos vieram ajudar.&lt;br /&gt;- Empurra embaixo, Filho, que eu empurro de cima!&lt;br /&gt;- Desse jeito ninguém vai conseguir tirá-la daqui!&lt;br /&gt;- Ai, meu Deus, eu não vou agüentar! Me acudam, pelo amor de Deus!&lt;br /&gt;Tia Celina suava tanto quanto um chafariz punha água para fora. Foi útil aquele esforço. Perdeu uns quinhentos gramas do que havia engolido.&lt;br /&gt;- Vai, é agora, vai!&lt;br /&gt;- Ai, meu Deus, eu não vou agüentar não!&lt;br /&gt;- Agüenta se não vai ficar entalada aí para sempre.&lt;br /&gt;E foi. Tia Celina correu para  o banheiro. Um vaso rachado e um esgoto entupido. Sem transtornos maiores.&lt;br /&gt;Chegava a hora do canto de Natal. Era o momento mais esperado, depois de todas as formalidades o melhor era se distrair.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Noite feliz... Noite feliz... Oh!...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; "Blim Blom!!"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Quem será a esta hora?&lt;br /&gt;- Atenda a porta você, querido. Tome: leve sua espingarda de Natal. Se for um bandido, você estraçalha ele.&lt;br /&gt;Abriu a porta.&lt;br /&gt;- Ih, querida! Veja quem é! O ganso! E ele tem uma espingarda de Natal também.&lt;br /&gt;- Ganso, meu Filho... Quer dizer, meu ganso... Você não sabe quanta falta sentimos de você!&lt;br /&gt;Mas o ganso tinha um olhar compenetrado: havia algo acomntecendo. Barulhos na chaminé. Saiu voando em disparada em direção ao local do barulho. Alguns sons vinham do alto.&lt;br /&gt;- Será um ladrão? Chamem a ambulância!&lt;br /&gt;- É a polícia, querida!&lt;br /&gt;- Vamos nos esconder no banheiro. Ganso, enfrente este bandido. As armas estão nas suas mãos. Nossas vidas também.&lt;br /&gt;Na verdade, Papai Noel ficara preso na chaminé da casa. O pobre ganso, não soube discernir o bom velhinho de 8um bandido perigoso. Tiros.&lt;br /&gt;Enquanto isso, no banheiro, todos apertavam-se. O cheiro era insuportável, mas todos queriam preservar-se vivos. Tia Celina deixara a marca eterna de sua visita. Ouviram os tiros. Tensão e alívio. O ganso fizera sua parte.&lt;br /&gt;- Mandou bem ganso!&lt;br /&gt;- É isso aí! Por isso você é o meu filho favorito! Depois do outro... Como é que é? Ah, sim, claro, do Filho... Claro, claro...&lt;br /&gt;Papai Noel, caiu, então, de repente , ferido seriamente nas nádegas, da chaminé. Felizmente a flareira não estava acesa. Ligaram para a ambulância.&lt;br /&gt;Do lado de fora da casa, algumas renas e sacolas enormes de presentes, que não foram entregues aquela noite a todas as crianças do mundo. Pelo menos o filho ganhou o seu. E o ganso também. Dois, por honra ao mérito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-116545193884355359?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/116545193884355359/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=116545193884355359' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/116545193884355359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/116545193884355359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/12/captulo-2-ceia.html' title='Capítulo 2: Ceia'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-116247222728887416</id><published>2006-11-02T03:49:00.000-08:00</published><updated>2006-11-02T04:57:07.993-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 1: A  família no teatro</title><content type='html'>Subiram as cortinas.&lt;br /&gt;- Querida! Que lugar maravilhoso para assistirmos ao nosso filho!&lt;br /&gt;- E ainda com ar-condicionado e travas elétricas! Estamos livres de tomates e ovos podres que respingarem sobre a gente.&lt;br /&gt;O casal havia estacionado no melhor lugar do teatro. Começava a apresentação.&lt;br /&gt;- E com vocês, Valéria, a menina que come pedra!&lt;br /&gt;E Valéria entrou com um saco de pedras na mão. Dentro havia algumas migalhas de pão de sexta-feira para tapear o público, que, com a baixa iluminação não perceberia. Os pais e demais familiares estavam impressionados.&lt;br /&gt;- Eu não enxergo nada, querido. Por que você não liga os faróis?&lt;br /&gt;- Que grande idéia!&lt;br /&gt;Com os faróis do carro parado no meio do teatro acesos não dava para esconder nada. E o show tinha que continuar. Valéria entrava em desespero, mas o público pedia mais. A solução foi comer as pedras. Atentamente, todos acompanhavam a cara de dor e sofrimento da garota, engasgada e sem fôlego. Desmaiou e foi aplaudida como nunca antes em toda sua vida. Funcionários do Pronto-Socorro foram chamados e a garota foi levada do palco por uma ambulância.&lt;br /&gt;- Que menina encantadora, querido! Aposto que ela é amiguinha do nosso filho.&lt;br /&gt;- E uma ótima atriz!&lt;br /&gt;- Eu estou com tanta fome... Você não trouxe nada para comer não?&lt;br /&gt;- Não, mas tem o alpiste do gansinho no porta-malas. É meu!&lt;br /&gt;- Não, é meu!&lt;br /&gt;E pularam para trás para então abrir o porta-malas. Não contavam que encontrariam, além do alpiste, um ganso muito bravo por estar ali preso tanto tempo. Saiu ofegante e partiu para cima da platéia, sentada nas confortáveis poltronas. A cada bicada, um grito de dor.&lt;br /&gt;- Amanhã mesmo vou comprar uma coleira par ele. Ele está muito mal-criado; também, deixam ele fazer tudo o que quer... Não vai mais assistir a tv depois das dez! ... Querida? ...Onde está o alpiste?&lt;br /&gt;Do palco, o espetáculo continuava.&lt;br /&gt;- E agora é a vez... do Filho!- Anunciava a apresentadora, uma velha gorda que comandava todos os eventos do colégio.&lt;br /&gt;- POOOOMMMM!POOOOOOMMM!! - Buzina.&lt;br /&gt;- Pobrezinho... Deve estar tão nervosinho, coitadinho, que deve estar louco para ir ao banheiro!&lt;br /&gt;Mas ele não quis trazer a privada portátil...&lt;br /&gt;- Vai lá, Filho! Arrebenta!- Grito.&lt;br /&gt;- E diz a ele que se ele não arrebentar nós vamos dar todos os brinquedos dele para o ganso!&lt;br /&gt;A missão era simples: sugerir uma mágica e puxar de uma cartola um coelho previamente colocado lá. Uma mesa, uma cartola e um coelho: na mesa haveria um buraco para caber o coelho, que seria tirado debaixo dela. Tudo pronto.&lt;br /&gt;Toda a platéia estava de olhos atentos para ver o que aconteceria. O menino pôs a mão na cartola e puxou de lá o animal, sendo imensamente aplaudido.&lt;br /&gt;- Ai, querido! Esse garoto tem futuro, não é?&lt;br /&gt; Até que do meio da platéia veio um grito:&lt;br /&gt;-Ei! Isso não é um coelho!&lt;br /&gt;- Oooooohhhhhh...(Platéia)&lt;br /&gt;- É um esquilo! E pintado de branco! Vejam o rabo! (E apontou para o rabo do animal com um raio laser que trazia dentro do bolso). Esse moleque é uma farsa!&lt;br /&gt;- Joguem tomate nele!&lt;br /&gt;Os pais, dentro do carro, estavam perplexos:&lt;br /&gt;- Que pilantra!&lt;br /&gt;- Ah! Mas vai ficar de castigo por uma semana!&lt;br /&gt;- Vamos jogar ovo podre nele também!&lt;br /&gt;- Só não joga o alpiste, hein!&lt;br /&gt;A situação era caótica. Os arremessos vinham de todos os lados e a solução momentânea era se esconder embaixo da mesa. Foi o que fez o menino.&lt;br /&gt;A surpresa maior foi ver o que havia embaixo da mesa.&lt;br /&gt;- O coelho...! E um monstro! Aaaahhhh!&lt;br /&gt;Saiu desesperado, gritando, correndo em círculos enqunto os outros tentavam acertar objetos pontiagudos nas suas nádegas. Saiu então, de debaixo da mesa, um homem coberto de farinha de trigo e com um coelho na mão. Veio, logo, um novo grito da platéia:&lt;br /&gt;- Olhem! É o homem que roubou o coelho do menino! Peguem-no!&lt;br /&gt;O menino deixou de ser o alvo e deu lugar ao ladrão.&lt;br /&gt;Não havia como escapar de mais de cento e cinqüenta mãos ávidas para socar. Sucumbiu.&lt;br /&gt;O casal de pais que estavam dentro do carro subirma no veículo em cima do palco para resgatar seu filho e o ganso quase totalmente depenado no meio da briga.&lt;br /&gt;Desceram as cortinas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-116247222728887416?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/116247222728887416/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=116247222728887416' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/116247222728887416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/116247222728887416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/11/captulo-1-famlia-no-teatro.html' title='Capítulo 1: A  família no teatro'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-116084091739847269</id><published>2006-10-14T08:45:00.000-07:00</published><updated>2006-10-14T08:48:37.410-07:00</updated><title type='text'>Trabalhador rural descobre a medicina</title><content type='html'>Cruzes!!!&lt;br /&gt;++++++++++++++++++++++++++++&lt;br /&gt;- Cruzi...&lt;br /&gt;Cruzes...!?&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;+++&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Cruz.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;+&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-116084091739847269?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/116084091739847269/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=116084091739847269' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/116084091739847269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/116084091739847269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/10/trabalhador-rural-descobre-medicina.html' title='Trabalhador rural descobre a medicina'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-116008904522748273</id><published>2006-10-05T15:13:00.000-07:00</published><updated>2006-10-05T16:06:23.433-07:00</updated><title type='text'>À mexicana</title><content type='html'>Outra vez, milhares de pessoas. Era o evento da vida de cada um daqueles jovens, tão animados e tão pouco originais. Padronizados, era fácil confundi-los.&lt;br /&gt;- Oi, tudo bom?&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;Os olhares se cruzaram e o resplandecente brilho do amor pairou sobre os seus corações.&lt;br /&gt;- Não dá mais para negar o meu amor... Quanto tempo suportarei essa angústia no meu peito?&lt;br /&gt;Ao fundo, um pouco mais de Sandy&amp;amp;Junior num auto-falante. Preparação para o espetáculo que começaria dali a pouco.&lt;br /&gt;- Sabias que tu és bonitinha? (Olhou-a da cabeça aos pés, passando brevemente pela saliente região dorsal).&lt;br /&gt;- Oh! Como essas palavras são deleite para os meus tímpanos... Como é doce a suave e plácida melodia do amor...!&lt;br /&gt;- Ééééééé... Quer um refrigerante?&lt;br /&gt;- Bebo somente o teu amor!&lt;br /&gt;Já notava algo estranho.&lt;br /&gt;- Bem... Prazer... Tchau!- se afastando.&lt;br /&gt;- Como assim?! Abandonar-me-ás assim, sem motivo algum? Fiz algo contra ti, querido? Perdoa-me porque não sabia o que fazia! Mas não me deixe, não destrói meu coração!&lt;br /&gt;Parecia fora de si. Olhos saltados e vermelhos, dentes à mostra, cordas vocais tensas. Alguns já olhavam.&lt;br /&gt;- Bem... Talvez haja algum engano. Eu a conheço de algum outro lugar?&lt;br /&gt;- Como não? Agora esqueces de quando nossas almas se encontravam nas tardes de sol, enquanto nossos espíritos eram embebidos pelo mel do amor verdadeiro?&lt;br /&gt;- Garota, eu não a conheço e nem pretendo conhecê-la. Você é doente, louca.&lt;br /&gt;- Agora é assim que me tratas? Depois de toda a linda história que construímos juntos?&lt;br /&gt;- Dá licença, vou embora.&lt;br /&gt;- Ah, mas não vai mesmo...!&lt;br /&gt;Pulou aos pés do rapaz e agarrou-se às suas pernas. Chorava, gritava, esperneava. A atenção de todos já se tinha. No palco, as luzes já iam se acendendo. Todos já ovacionavam seus ídolos.&lt;br /&gt;- Se você não me soltar, eu vou chamar a segurança.&lt;br /&gt;- Fala! Fala na minha frente agora que você não me quer mais! Fala se for homem!&lt;br /&gt;- Eu já falei algumas vezes, mas não me incomodo de repetir. Eu não conheço você! Agora larga!&lt;br /&gt;- Então é assim que tudo vai acabar?&lt;br /&gt;- Eu já falei que não sei do que você está falando. Você é doida.&lt;br /&gt;- Quem é a outra? É aquela gorducha? Aquela cretina horrorosa é quem está dando em cima de você? Calma aí que agora eu te pego cachorra, vou te quebrar bandida!&lt;br /&gt;Partiu para cima da menina que passava pelo local e rolaram pelo chão. O público em polvorosa aclamava o embate. Uma pequena multidão fazia um círculo para acompanhar de perto. Algumas comentavam:&lt;br /&gt;- Ai! Parece aquela briga da Consuelo com a Clarita não é? Que máximo! Vamos brigar de mentirinha amiga?&lt;br /&gt;- Só se eu for a Clarita!&lt;br /&gt;Outras ainda falavam:&lt;br /&gt;- Aquela é a Dulce Regina? Por que no capítulo de ontem ela estava mais magrinha? Será que ela engordou e a gente não sabia? Que horror...&lt;br /&gt;- É nada, a Dulce é muito mais bonita e usa uma sainha bem menos brega.&lt;br /&gt;A gorda saiu destroçada do confronto. Solidários acodiam e ligavam para o SAMU. A vitoriosa correu e agarrou outra vez as pernas do jovem.&lt;br /&gt;- Um amor verdadeiro não acabaria assim não é Carlos Eduardo?- soluçava.&lt;br /&gt;- Eu não sou Carlos Eduardo, eu não conheço você e se você não me soltar eu não vou responder mais pelos meus atos!&lt;br /&gt;- Vai, bate no amor da sua vida! Bate numa menina linda e indefesa que te ama e quer se casar contigo! Bate!&lt;br /&gt;Nesse instante o interlocutor anunciava o começo do show. Não demorou um segundo e a garota estava em frente ao palco desesperada por um autógrafo. Outros choravam e se abraçavam, desmaiavam, eram pisoteados pela multidão. Os &lt;em&gt;Rebeldes&lt;/em&gt; aterrissavam de helicóptero em Recife.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-116008904522748273?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/116008904522748273/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=116008904522748273' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/116008904522748273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/116008904522748273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/10/mexicana_116008904522748273.html' title='À mexicana'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-115877353844880568</id><published>2006-09-20T10:16:00.000-07:00</published><updated>2006-09-20T10:32:18.473-07:00</updated><title type='text'>Balidos de ouro: uma homenagem</title><content type='html'>Béé béé béé béé...&lt;br /&gt;As ovelhinhas&lt;br /&gt;Que lindas ovelhinhas&lt;br /&gt;Béé béé béé béé...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher saiu &lt;br /&gt;Com a tesoura na mão&lt;br /&gt;Béé béé béé béé&lt;br /&gt;Correm as ovelhinhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pega, pega!&lt;br /&gt;Béé béé béé béé&lt;br /&gt;Pega as ovelhinhas&lt;br /&gt;Balindo que pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem saiu&lt;br /&gt;Com o machado na mão&lt;br /&gt;Béé béé béé béé&lt;br /&gt;Correm as ovelhinhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pega, pega!&lt;br /&gt;Béé béé béé béé&lt;br /&gt;Pega as ovelhinhas &lt;br /&gt;Balindo que pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras ovelhinhas&lt;br /&gt;Balindo que pena...&lt;br /&gt;Béé béé béé béé...&lt;br /&gt;Voltam ao pasto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-115877353844880568?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/115877353844880568/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=115877353844880568' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/115877353844880568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/115877353844880568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/09/balidos-de-ouro-uma-homenagem.html' title='Balidos de ouro: uma homenagem'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-115766412057863701</id><published>2006-09-07T13:25:00.000-07:00</published><updated>2006-09-08T16:31:09.856-07:00</updated><title type='text'>Sobre meninos e vira-latas</title><content type='html'>Milhares de pessoas nas ruas. Na frente um carro de som; atrás algumas bicicletas, um caminhão e pessoas à pé. No rosto de cada um, a indignção estampada pela injustiça. Cartazes eram erguidos; todos os credos, e raças participavam.&lt;br /&gt;- Venham gente! Onde está o coração de vocês? - A mulher que gritava de cima do carro de som caiu em choro. - Seus sanguinários cruéis! Desumanos!&lt;br /&gt;E todos caíam em choro.&lt;br /&gt;- Quantos infelizes estão abandonados neste mundo, sem família, sem tem sequer o que comer!?&lt;br /&gt;- Ooohhh!... - Choro geral.&lt;br /&gt;- Quantos estão por aí, a perambular pelas ruas, comendo lixo e sendo açoitados por homens e mulheres sem um pingo de amor no fundo do peito?&lt;br /&gt;- Oh não! - gritavam as crianças.&lt;br /&gt;- Pessoas de coração: estamos aqui para mudar este mundo tão cruel!&lt;br /&gt;- (Em coro) Estamos sim!&lt;br /&gt;No meio do caminho, um cachorro vira-lata uivava de fome e coçava suas pulgas concentradamente. Parecia doente; poucos pêlos lhe restavam. Interrompe-se.&lt;br /&gt;- Vejam pessoal! Um bichinho lindo passa fome neste mundo! Quem quiser adotá-lo pode levantar a mãozinha!&lt;br /&gt;Milhares de mãos, pés e alguns cotovelos foram levantados; todos queriam o cão e seus carrapatos. Iniciaram uma batalha.&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; Nossos amigos... Vamos cuidar... Nossos bichinhos... Vamos amar... &lt;/em&gt;Todos juntos! Vamos cantar amiguinhos!&lt;br /&gt;A manifestação passa pela praça. Mulheres e crianças famigeradas se arrastavam pelo chão e imploravam por um pedaço de pão. Agarraram nas pernas dos que passavam.&lt;br /&gt;- Solta sarnento, solta maldito! Vai trabalhar vagabundo nojento!&lt;br /&gt;- Eca, mãe! Um trombadinha!&lt;br /&gt;- Solta desgraçado!&lt;br /&gt;A líder agora bradava:&lt;br /&gt;- Polícia! Ai, que fedor! Vocês não tomam banho nem no Tietê?- Gargalhadas.- Tirem esses monstros daqui!&lt;br /&gt;Veio a polícia. Um pandemônio se instalou nas ruas. Cacetetes, bombas de gás lacrimogênio, spray de pimenta, balas de borracha e cães &lt;em&gt;pitbull&lt;/em&gt;. Pessoas corriam de um lado para o outro. Os coitados respondiam com pedras e pedidos de clemência; em minoria, sucumbiram.&lt;br /&gt;- Pelo jeito aprenderam... Vamos lá minha gente! Continuem, não desistam de lutar por esta causa tão nobre!&lt;br /&gt;Depois de tanto tumulto, os animais que participavam do protesto se inqietaram. Ninguém mais prestava atenção no que a moça do microfone falava.&lt;br /&gt;Um jabuti é arremessado na cabeça de um homem fantasiado de&lt;em&gt; Snoopy.&lt;/em&gt; Ativistas do &lt;em&gt;"Greenpeace- Salve as orcas" &lt;/em&gt;são agredidos por funcionários do &lt;em&gt;Butantan&lt;/em&gt; e alguns aquários são atacados por gatos que estavam à espreita. A manifestante-líder já entrava em desespero.&lt;br /&gt;- Gente! Viemos pelos nossos bichinhos! Onde está o nosso amor pelos animais?&lt;br /&gt;- Ooohhh! - choro geral outra vez. Dessa vez alguns resistiram até o fim de uma briga, mas logo cederam e também caíram em prantos.&lt;br /&gt;Aos poucos tudo voltava à normalidade. A marcha seguia rumo ao zoológico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-115766412057863701?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/115766412057863701/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=115766412057863701' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/115766412057863701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/115766412057863701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/09/sobre-meninos-e-vira-latas.html' title='Sobre meninos e vira-latas'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-115655354417139557</id><published>2006-08-25T16:40:00.000-07:00</published><updated>2006-08-25T17:57:18.303-07:00</updated><title type='text'>A influência má do Zodíaco</title><content type='html'>Olhando para os lados, verificou que ninguém olhava. A que ponto chegara... Era o fundo do poço, definitivamente. Entrou no recinto, esperou sua vez.&lt;br /&gt;- Já sei... Você quer saber sobre o seu futuro!&lt;br /&gt;- Para falar a verdade, não. É que eu não tenho tido muita sorte na vida ultimamente, sabe? Problemas finaceiros, principalmente. Eu queria investigar o motivo.&lt;br /&gt;- Bem... Você tem algum inimigo? Alguém pode ter feito algum trabalho sobre a sua pessoa, nunca se sabe, não é mesmo? Mas nada não: agora mesmo a gente dá o troco nessa pessoa que fez isso com você...&lt;br /&gt;- Não será necessário. Eu não tenho inimigos.&lt;br /&gt;- Em que dia você nasceu? Às vezes o dia não é bom e aí já viu...&lt;br /&gt;- 13 de novembro de 1961.&lt;br /&gt;Relâmpagos no céu. Ouviu-se um uivo ao fundo e um temporal desabou. Vento frio entrou pela fresta da janela semi-aberta, arrepiando os pêlos do buço da cigana. Estremeceram.&lt;br /&gt;- Era o que eu temia. Plutão era o planeta que regia Escorpião até anteontem, mas parece que ele foi rebaixado, e aí...&lt;br /&gt;- E aí...&lt;br /&gt;- Até surgir um planeta novo para substituí-lo, não tem jeito.&lt;br /&gt;- Como não tem jeito?&lt;br /&gt;- Meu querido, sem Plutão não tem jeito. A culpa não é minha, meu filho. Os caras tiraram Plutão, fazer o quê? É bom ir procurando um benzendor ou um curandeiro para resolver esse probleminha, e por sinal eu tenho um cartãozinho aqui do &lt;em&gt;Pai-Amorim, &lt;/em&gt;o trabalho dele é ótimo. Agora vamos ao que interessa: aceitamos cheque especial, cartão ou nota promissória de no máximo 10 dias. Se o dinheiro não pingar na carteirinha da &lt;em&gt;Mãe Jussara, &lt;/em&gt;vai ser rogada uma praga na sua vida que você nunca mais vai ter um centavo no seu bolso, viu meu amor?&lt;br /&gt;- Eu não vou pagar.&lt;br /&gt;- Como não vai pagar?&lt;br /&gt;A chuva aumentava. Pela janela via-se um movimento estranho de gatos enfileirados sobre o muro. Do outro lado da rua um homem que virara a esquina, desparereceu sem deixar rastros.&lt;br /&gt;- Eu não vou dar dinheiro para uma mulher que diz que minha vida não tem jeito e que nada pode ser feito.&lt;br /&gt;- Meu filho, eu sou verdadeira. Não sou daquelas ciganas falsificadas do Centro não. Eu tenho certificado, estudei oito anos para exercer minha profissão, além de ter o dom dos Xoguns e Babalôs. Me dá o dinheiro agora, anda, que ainda a Dilma Magalhães etsá vindo para a gente fazer um tabalho aqui para o ex-marido dela, vai, dá logo.&lt;br /&gt;- Não dou e pronto.&lt;br /&gt;- Você está brincando com fogo, rapaz... O último que saiu assim, sem pagar, daqui, voltou sem o negócio aí embaixo!&lt;br /&gt;Curto-circuito no poste. Um breu total tomou conta do lugar.&lt;br /&gt;- Nem adianta vir com essas macumbas de quinta, não. Eu não dou um centavo.&lt;br /&gt;Mãe Jussara estava muda. Nao tinha macumba nenhuma... Algo estranho havia com aquele homem.&lt;br /&gt;- Olha meu querido, eu não sei o que você tem e nem quero saber mais. Pode ir embora não precisa pagar mais nada, não precisa voltar. Como eu não sou apegada a coisas materiais, não vou cobrar nada pela nossa conversa. Está dispensado.&lt;br /&gt;Mãe Jussara suava frio. Não havia dúvidas de que alguma coisa acontecia àquele homem.&lt;br /&gt;Acende-se uma vela. O desespero da cigana já não podia ser disfarçado. O homem percebe a situação. Uma idéia.&lt;br /&gt;- Haha haha Hahaha! (Uma assombrosa garagalhada era trilha sonora para o rosto desfigurado daquele senhor, mal iluminado por uma vela meia-vida)&lt;br /&gt;- Olhe meu filho, eu já lhe disse que eu só quero ganhar dignamente meu dinheirinho. Pode sair, não vou cobrar nada. Por favor...&lt;br /&gt;Parecia um estado de transe. A voz havia se modificado completamente.&lt;br /&gt;- Entregue seu dinheiro a Bangô, Imperador das Sombras!&lt;br /&gt;- Mas Bangô, querido... Meu dinheirinho...&lt;br /&gt;- Entregue ou serás sacrificada na frente deste homem e do mundo inteiro!&lt;br /&gt;- Para tudo dá-se um jeito. Pode levar tudo, eu estava planejando doar a uma instituição de caridade mesmo... Eis que um destino igualmente justo surge para essa pequena fortuna. Dê-me um minutinho só senhor Bangô...&lt;br /&gt;- Mestre!&lt;br /&gt;- ...Mestre Bangôzinho... Eu já volto com o dinheiro do cofre. Vou buscá-lo no jardim.&lt;br /&gt;- Acaso pensa que sou idiota?&lt;br /&gt;Na escuridão do aposento um gato preto salta e arranha a face de Mãe Jussara com uma das patas. Era um castigo.&lt;br /&gt;- Está bem! Piedade, mestre! Tome o dinheiro.&lt;br /&gt;Pegou o dinheiro que estava dentro de um saco e saiu. Entrou no carro, seguiu para o shopping. Havia marcado uma consulta com &lt;em&gt;Mãe Ricardina, &lt;/em&gt;famosa por conseguir arrancar fortunas de dondocas infelizes. Via das dúvidas: um gato preto na mala.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-115655354417139557?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/115655354417139557/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=115655354417139557' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/115655354417139557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/115655354417139557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/08/influncia-m-do-zodaco.html' title='A influência má do Zodíaco'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-115530742979265153</id><published>2006-08-11T06:55:00.000-07:00</published><updated>2006-08-20T04:58:33.783-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 10: EXTRA! O capítulo das revelações</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2171/1546/1600/nerd%20moneky.3.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2171/1546/320/nerd%20moneky.3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu menti.&lt;br /&gt;Durante todo o tempo que passei expondo meus capítulos por aqui o fiz acreditar que eu era um senhor de idade, aposentado do INSS ou coisa do tipo. Fiquei estudando os humanos e cheguei a conclusão que a natureza cometeu uma falha imperdoável na evolução da vida na Terra: criou você, leitor. Você e mais sete bilhões de infelizes criaturas que tentaram destruir tudo que existia até a nossa chegada. Mas a natureza é sábia, leitor. Nem sempre evoluir significa garantir a sobrevivência da biosfera e disso ela sabia; você, não. Da mesma forma que ela soube criá-lo, ela soube destruí-lo, por completo, sem deixar nenhum vestígio dos tais benefícios que a sua espécie trouxe para o mundo.&lt;br /&gt;Escrevi sobre as suas misérias, homem. Uma a uma: da soberba à inveja, da cobiça à moral (!) imoral que regeu o mundo durante esta breve passagem de tempestade. Mas felizmente você está acabado, leitor. Como sei? Bem... Seria melhor perguntar como não saber, se eu sou o futuro e você, leitor, você é a nuvem negra numa história de 5 bilhões de anos. Como escrevo do futuro, os fatos que aqui narro ainda deverão acontecer com os homens, dentro de alguns anos eu acho.&lt;br /&gt;É inegável que muito do que fizeram tem uma utilidade enorme para nós hoje, a exemplo dos óculos, que diminuem nosso problema acentuado de visão, e das chupetas que, que acalmam nossos filhos quando precisamos sair para consertar o que vocês fizeram.&lt;br /&gt;Eis aqui uma pequena lista de coisas com as quais vocês foram frustrados, sem nenhuma ordem cronológica, antes do desaparecimento completo da raça:&lt;br /&gt;1- Não dá para beber terra. Eles (você sabe quem) tomaram tudo e pronto. Só com terra engasga.&lt;br /&gt;2- A lua é um lugar maravilhoso, tudo bem. Mas daí a anexá-la à Ásia não dá não. Cada um tem sua cultura, seu modo de vida.&lt;br /&gt;3- Quando o número de clones ultrapassavam o de "naturais" sempre era uma temeridade. Mas daí a fazer cotas universitárias para eles foi um risco grande demais.&lt;br /&gt;4- Nem tudo que é novo é bom. Lembra dos óculos? Pois é...&lt;br /&gt;5- Escravizar espécies para fins científicos sempre foi um grande perigo. Primeiro os roedores, no terceiro milênio, depois vocês mesmos, e então Eles. Aí não há sociedade que agüente tantas insurreições.&lt;br /&gt;6- E o pior, leitor: Vocês sucumbiram diante de nós, rélis "macaquinhos esquisitos"! Que patéticos...&lt;br /&gt;Tudo virou um VASTO-PASTO-CACTO-MATO. GATO-RATO-PRATO. CHATO. E você pensou que poderia ser um MAR-DE-ROSAS ou um ARCO-ÍRIS ou ainda um CÉU-DE-BRIGADEIRO. Intragável, não? Pois é, você perdeu, meu caro.&lt;br /&gt;Lamento muito que tudo tenha acabado assim. Era muito engraçado essas histórias de... como é? AMOR, AMIZADE, ÉGLOGA, HOLLYWOOD, PAPAGAIOS e LAGOSTAS. Mas acabou tudo, leitor. Adeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-115530742979265153?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/115530742979265153/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=115530742979265153' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/115530742979265153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/115530742979265153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/08/captulo-10-extra-o-captulo-das.html' title='Capítulo 10: EXTRA! O capítulo das revelações'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-115301398267085688</id><published>2006-07-15T16:47:00.000-07:00</published><updated>2006-07-15T20:04:41.423-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 9: O meu destino é ser star...</title><content type='html'>Nasce e cresce um garoto, em pleno século XXI. O acompanha além de sua família, sua maquiavélica professora e seu cachorro doente, um maravilhoso aparelho de televisão com mais de cem canais à sua disposição. Quissá meu neto, adotivo.Talvez você conheça este garoto, leitor. Durante exatos quinze anos de sua feliz existência, ele descobre um mundo de coisas que nem eu nem você conhecemos. Não foi sua família que o mostrou; tampouco a professora, nem o Rex; isso que eles ensinam nós já sabemos bem. O garoto já tem um melhor amigo.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Daddy, i wanna be a pop star!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-&lt;/em&gt; Andou exercitando seu inglês rapaz? Está bem, hein?! Tem assistido àquela série de ação que você gosta?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;No, i prefer People &amp;amp; Arts. &lt;/em&gt;(Sarcástico, olha para o pai. Ele sabe que o pai não acompanha uma série de ação desde que ele nasceu).&lt;br /&gt;- É? Legal... (O pai olha para o filho, o filho olha para o pai, os dois olham para a luminária).Porque você não sobe lá no seu quarto para ver um pouco de TV, enquanto eu converso com sua mãe, ham?&lt;br /&gt;Perguntado pelo tio qual seria a sua namorada perfeita, sua resposta pronta:&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Soraya Steeler. &lt;/em&gt;(Estrela da versão mais "sensual" da "Mulher-Maravilha" na &lt;em&gt;Warner.&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;O garoto não sonha mais ser JK, sonha ser &lt;em&gt;Spielberg III.&lt;/em&gt; De fato, o poder o atrai.&lt;br /&gt;A mãe ele não vê há três semanas. Conferências na Índia. Se bem recorda de sua fisionomia...(Tenta, tenta, vai!) É loira! Mas ninguém sabe quando voltar...&lt;br /&gt;O garoto já tem quinze anos, precisa se programar para o futuro. Ele quer ser ator .(Ser &lt;em&gt;Spielberg&lt;/em&gt; dá trabalho. O filho da presidente já quer, e só há espaço para um neste cargo). Não ator da poderosa &lt;em&gt;Record&lt;/em&gt;, e seus milhões de telespesctadores "fidelíssimos" no Brasil. Ele quer ir para a América, pousar para fotógrafos sanguinários, estrelar capas de revistas badaladas. Papai já prometeu que financiaria. Tudo. Inclusive se ele quisesse ir hoje. Logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, calma. Não precisa dizer que já conhece a história dele, eu sei, eu sei. Deixe-me terminar&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Planos feitos, é só pô-los em prática. Excelente. Calma aí: quem é essa mulher?&lt;br /&gt;- Ah! Que susto mãe!&lt;br /&gt;Oh meu Deus! Ele tem graves problemas. Não decide entre Boston e Nova Iorque. Talvez precise de uma mãozinha de alguém.&lt;br /&gt;- Tem alguém em casa? Alôôôô...? Pai....! Mulher...!&lt;br /&gt;Seus pais não estão no apartamento. Tem a Jacilene, empregada de confiança.&lt;br /&gt;- Moça, não tem ninguém em casa?&lt;br /&gt;- Só eu merma, garotão...&lt;br /&gt;E Jacilene dá a mãozinha que o garoto precisava.&lt;br /&gt;-Bóstão, gostosão...&lt;br /&gt;Passam-se os anos, e ele grava um filme. Sucesso de bilheteria, a febre do momento é o garoto, o mundo tem um novo ídolo. Ao seu lado, a herdeira do bilionário dono de uma empresa de eletroeletrônicos chinesa, na capa da &lt;em&gt;People&lt;/em&gt;. O filho ainda mora no &lt;em&gt;Alto do Céu&lt;/em&gt; junto com a mãe Jacilene&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;chama-se Michaelwallace (embora seja mais conhecido como Gringo). O viu umas duas tantas vezes.&lt;br /&gt;Depois de inúmeras tentativas de um feliz casamento, recorre a uma cantora da banda &lt;em&gt;Blond sweet babies. &lt;/em&gt;São quinze dias de amor e felicidade. Cada um deve seguir seu rumo, já que vêem o mundo de modos tão diferentes.&lt;br /&gt;Surge a mais nova estrela do cinema: é o musculoso &lt;em&gt;Henry Casablanca&lt;/em&gt;, modelo internacional recém-transformado em galã.&lt;br /&gt;É hora de voltar para o Brasil.&lt;br /&gt;A premiada apresentadora de televisão, considerada a substituta da lendária Hebe Camargo, Luciana Gimenez, o recebe com sua bengala em seu programa pop. A velhinha revela:&lt;br /&gt;- Essa mulé diz que teve um filho seu!&lt;br /&gt;O auditório está em polvorosa. É decretado ponto facultativo no horário do programa. O Brasil pára para acompanhar o caso nos dias seguintes, os recordes de audiência internacionais são batidos, e o contrato da apresentadora é prolongado até o dia em que Dercy Gonçalves morrer, o que, segundo os especialistas, está fora de cogitação nos próximos trinta anos.&lt;br /&gt;A agenda do garoto para a tarde de domingo está lotada. Cachê garantido.&lt;br /&gt;É hora de aposentar as festas e os desperdícios, teme não sobrar dinheiro para a velhice. A pensão do Michaelwallace é bastante pesada.&lt;br /&gt;Dois comerciais, mais um Luciana Gimenez e três menções no programa de fofoca da manhã. Fim de carreira.&lt;br /&gt;Viverá a terceira e a quarta idades num asilo (como seus pais) pago pelo Michaelwallace, que virou&lt;em&gt; rapper.&lt;/em&gt; Jacilene continuará morando no Alto do Céu.&lt;br /&gt;Ah! E &lt;em&gt;Henry Casablanca &lt;/em&gt;ganha um Oscar. Que inveja...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-115301398267085688?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/115301398267085688/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=115301398267085688' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/115301398267085688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/115301398267085688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/07/captulo-9-o-meu-destino-ser-star.html' title='Capítulo 9: O meu destino é ser star...'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-115210899178273308</id><published>2006-07-05T06:37:00.000-07:00</published><updated>2006-07-05T08:40:49.630-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 8: Lagosta com pistache</title><content type='html'>Ainda na narrativa.&lt;br /&gt;Convidado para o jantar. Gente chique. Elegante.&lt;br /&gt;- E seus pais, com o que eles trabalham?&lt;br /&gt;- Minha mãe é dona de casa e meu pai professor.&lt;br /&gt;Sorriso amarelo. Silêncio.&lt;br /&gt;- E você, o que você faz da vida? Passe-me a lagosta, Expedita.&lt;br /&gt;- Eu estudo. Letras.&lt;br /&gt;- Expedita, a lagosta! Nossa que interessante! Um letrado na família, que honra.&lt;br /&gt;Sorriso amarelo. Som dos garfos. Vem a lagosta. A lagosta. Comi frango.&lt;br /&gt;- E depois, pretende algo mais na carreira? Quem sabe uma empresa, não é mesmo? Você tem cara de um exímio administrador sabia?&lt;br /&gt;- Obrigado.&lt;br /&gt;Longo período de trevas. O relógio não era agradável. Sorriso amarelo.&lt;br /&gt;- Querida, que tal tocar um &lt;em&gt;Bach&lt;/em&gt; para seu... nosso convidado, ham? Expedita, onde está a sobremesa? Você tem algum problema, meu amor, precisa falar alguma coisa comigo?&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- O que é Expedita? Assim você me aflige! Venha, vamos subir. A visita não tem nada a ver com seus problemas, querida. Desculpe-me meu jovem, você sabe que os criados não possuem a educação apropriada para certas ocasiões.&lt;br /&gt;- Que é isso, não há problema algum, senhora.&lt;br /&gt;- Vamos, Expedita.&lt;br /&gt;Passa-se o tempo, mais rápido é bem verdade. Santo piano. Voltam a dona da casa e Expedita.&lt;br /&gt;- Oh não, meu Deus, que vergonha, meu Deus!&lt;br /&gt;- O que houve?&lt;br /&gt;- A Expedita acbou de me contar um fato horrendo, um assalto!&lt;br /&gt;- Onde? (Em coro, eu e a filha)&lt;br /&gt;- Levaram toda a nossa reserva de pistache e mais a sobremesa que tínhamos na geladeira. Que vergonha, uma visita tão importante...&lt;br /&gt;- Olha, eu não queria causar nenhum constrangimento. Mas havia mesmo muito pistache?&lt;br /&gt;De repente, cessa o choro.&lt;br /&gt;- Sim, havia caixas e caixas, próximo ao depósito de champagnes, não sei quem os roubou, meu Deus...!&lt;br /&gt;-Chamemos a polícia.&lt;br /&gt;- A Polícia?&lt;br /&gt;Enrubesceu. Ela e a empregada entreolhavam-se.&lt;br /&gt;- Não, não... A polícia tem muito mais coisas com o que se preocupar, não é mesmo? Amanhã mesmo encomendarei um novo carregamento. Vai Expedita, resolve esse problema. Essas criadas de hoje não são como as de antigamente, gente, que horror, desculpe-me meu filho...&lt;br /&gt;- Tem amendoim...- surge a voz de Expedita, interrompendo a fala da patroa.&lt;br /&gt;- Tem o quê? (Em coro, eu, a filha e a mãe)&lt;br /&gt;Todos os olhares para Expedita.&lt;br /&gt;- Que é isso, Expedita!? Que absurdo, uma visita e tudo...&lt;br /&gt;- Não, tudo bem. Eu sou louco por amendoim. Pode trazer.&lt;br /&gt;- Cadê Expedita? Já trouxe? O que é que está acontecendo com você hoje, mulher de Deus, vai logo criatura... Não ofereci amendoim porque...&lt;br /&gt;- Nenhum problema.&lt;br /&gt;Não veio o pistache. Veio o amendoim. Não veio a polícia. Foi-se Expedita. Fim de noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-115210899178273308?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/115210899178273308/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=115210899178273308' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/115210899178273308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/115210899178273308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/07/captulo-8-lagosta-com-pistache.html' title='Capítulo 8: Lagosta com pistache'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-115151853328465234</id><published>2006-06-28T10:52:00.000-07:00</published><updated>2006-06-28T11:15:33.450-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 7: Do homem com um lenço negro no chapéu</title><content type='html'>Um homem andando na rua com um lenço negro no chapéu.&lt;br /&gt;- Seu filho da mãe, segue vivo então hein?&lt;br /&gt;- Não sei do que o senhor trata.&lt;br /&gt;- Não finja! Eu já sei de tudo!&lt;br /&gt;- Sabe... do quê?&lt;br /&gt;- De tudo.&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Não importa. Saiba que está morta!&lt;br /&gt;- Não pode ser! Mas não foi o senhor que...&lt;br /&gt;- Além do mais petulante!&lt;br /&gt;- Bom... Meus pêsames, cavalheiro.&lt;br /&gt;- Ora! Aonde pensa que vai?&lt;br /&gt;- À minha casa.&lt;br /&gt;- E as nossas contas?&lt;br /&gt;- Que eu saiba não lhe devo.&lt;br /&gt;- Como não me deve? Farei o que deve ser feito.&lt;br /&gt;- O senhor não teme represálias, fazendo uma coisa dessas no meio da rua, à vista de todos?&lt;br /&gt;- Represália maior que a humilhação de doze anos?&lt;br /&gt;- É verdade... O senhor não tem nada a perder.&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- O que são dois belos imóveis e uma filha para criar não é mesmo?&lt;br /&gt;- Nada mais me importa.&lt;br /&gt;- Uma empresa...&lt;br /&gt;- Também...&lt;br /&gt;- O nome da família conservado por gerações sem fim...&lt;br /&gt;- Que meu pai tanto fez para zelar...&lt;br /&gt;- Aliás, homem como o seu pai não haverá mais neste mundo.&lt;br /&gt;- Sem dúvida.&lt;br /&gt;- Comemoraria aniversário hoje ele, não?&lt;br /&gt;- Você se lembrou! Amigos como o senhor jamais se esquecem de momentos como esse.&lt;br /&gt;- Que tal um vinho na minha casa para celebrarmos a memória  deste sublime homem?&lt;br /&gt;- Acompanhado de um bom queijo?&lt;br /&gt;- Bom gosto aprendi em sua casa.&lt;br /&gt;- Aonde fica?&lt;br /&gt;- É logo ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-115151853328465234?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/115151853328465234/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=115151853328465234' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/115151853328465234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/115151853328465234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/06/captulo-7-do-homem-com-um-leno-negro.html' title='Capítulo 7: Do homem com um lenço negro no chapéu'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-114929662029782135</id><published>2006-06-02T17:08:00.000-07:00</published><updated>2006-06-02T18:03:40.366-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 6: Das amizades</title><content type='html'>Retomemos a narrativa. Já estava em tempo; dois capítulos caíram de pára-quedas no meio desta obra e a aterrissagem foi difícil: alguns arranhões e um braço quebrado. O leitor não pode servir de depósito de idéias de um homem como eu, relegado ao simples plano de assimilador de palavras. Portanto, tratemos de aplicar os curativos para aplacar os efeitos!&lt;br /&gt;As amizades me aconteceram em pouco número. Certamente meu amigo leitor já imagina os motivos, uma mente tão complexa oferece várias opções de análise. Ser coerente é um dom dos céus com o qual fui agraciado: o leitor não viu nem verá jamais uma atitude contraditória de minha parte.  Ora, pois não? Se um indivíduo é tão complexo (e isso é regra, não exceção), como compreender com plena certeza o que se quis dizer? Seria muita petulância afirmar que alguém se contradisse, salvo casos em que o fato é óbvio.&lt;br /&gt;Ludovico Pitanga habitava uma casa muito singela e elegante num das ruas do meu bairro. Éramos companheiros de colégio desde os oito anos e crescemos muito próximos, como bons amigos. Mas nenhum amigo é totalmente igual a outro; refletindo bem, são as diferenças as principais responsáveis pela longevidade da amizade, tornando-a menos entediante pelo menos. Ludovico causou problemas a todos os pais de família com moças bonitas em casa; algumas escaparam, outras não, e a conseqüência foram sete pensões alimentícias. Foi justamente por causa disso que cortamos relações; depois de um ano minha irmã deixou de receber o dinheiro e o maldito fugiu para o Pará, pelo que se sabe.&lt;br /&gt;Ivo Alcântara já não era tão diferente de mim. Estudamos juntos na faculdade de letras e participamos mais de reuniões sociais, reuniões estudantis e de seminários da Língua Portuguesa. Ivo sempre se destacou na universidade, em detrimento da minha pessoa, é claro. Aos poucos foi conquistando postos e dali à frente não mais permitiu minha entrada em sua sala, sem prévia autorização da secretária; depois nem com a permissão; por fim, sequer com a liberação dos seguranças do portão de entrada.&lt;br /&gt;A juventude ainda me deu um outro bom amigo, Silas Freire, gente educada, bondosa e solícita toda a vida. Jamais negou ajuda ao meu pai (homem bom, sem maldade...que Deus o tenha), nos apertos financeiros mais expressivos, resultantes de dívidas de jogo e bebidas que meu saudoso pai contraía. Não fosse o Silas nem sei com estaríamos! Embora os juros das dívidas sejam muito altos, a família ainda divide a despesa entre si, o que minimiza o peso nos orçamentos. Hoje o Silas Freire cumpre sua missão social no mundo, como profissão:empresta ao pobres que não têm.&lt;br /&gt;São para essas coisas que os amigos nos servem leitor: para nos confortar e confortar nossas irmãs quando precisamos, construindo juntos uma carreira de sucesso sem esquecer as origens e estando prontos para nos socorrer nas horas mais difíceis. Leitor amigo, aqui vai uma dica de alguém que muito lhe quer bem: se um amigo ainda tens, cuida em mantê-lo ao teu lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-114929662029782135?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/114929662029782135/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=114929662029782135' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/114929662029782135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/114929662029782135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/06/captulo-6-das-amizades.html' title='Capítulo 6: Das amizades'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-114657642702327925</id><published>2006-05-02T06:19:00.001-07:00</published><updated>2006-05-02T17:50:12.266-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 5: Da prestação de contas</title><content type='html'>É um poema que queres, leitor insaciável? Mas queres como? Assim ou assado? &lt;em&gt;Vox populi, vox Dei.&lt;/em&gt;Pois bem, aqui está um. Toma e engole com água para que não te engasgues!&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Vasto&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Pasto&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Cacto&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Mato&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Gato&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Rato&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Prato&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Chato&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-114657642702327925?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/114657642702327925/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=114657642702327925' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/114657642702327925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/114657642702327925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/05/captulo-5-da-prestao-de-contas.html' title='Capítulo 5: Da prestação de contas'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-114642088389204166</id><published>2006-04-30T10:17:00.000-07:00</published><updated>2006-04-30T11:14:43.950-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 4: Égloga</title><content type='html'>Ao inventor desta sutil palavra uma salva de apalusos de minha parte. Uma obra de arte lingüística, no mínimo, comparável a um &lt;em&gt;Kandinsky&lt;/em&gt; (um tanto quanto mais racional, evidentemente) ou a um &lt;em&gt;Van Gogh&lt;/em&gt; (tanto menos romântico). Não é preciso que o leitor se aflija a buscar o significado desta primazia no Aurélio&lt;em&gt; &lt;/em&gt;mais próximo; a minha análise aqui é muito mais substancial que uma simples definição. Trata-se do feitiço do vocábulo, encantamento que só os mais célebres termos de um idioma são capazes de ofertar aos amantes da palavra. Se a sua pessoa, caro leitor, não se enquadra nesta característica, suponho seja melhor abandonar esta leitura.&lt;br /&gt;Aos que me acompanham desde o início, esclareço a presença deste capítulo no meio do nada: trata-se de um momento inigualável de minha existência, quando descobri minha paixão pela &lt;em&gt;grammatike, &lt;/em&gt;motivo pelo qual me tornei versado no estudo da língua. Ainda sou catedrático em algumas áreas de estudo, apesar de diplomado oficialmente.&lt;br /&gt;Ao novato que esbarra com este balaço vindo dos livros, o susto é inevitável; primeiro uma tontura, depois um passamento. Outrossim não é de certo a intenção de uma égloga, apesar de os efeitos se repetirem sem restrição.&lt;br /&gt;Fico pensando se o tal inventor não se dispôs a refletir sobre como as gerações futuras dominariam este animal tão bravio à galope; se laçando e prendendo ou se moderando sua selvajaria. De fato ambas as circunstâncias são importunas, haja visto que carecem de um imenso esforço ilustrado. Recordo-me de quando bosquejei pela primeira vez esta palavra ao filho de uma antiga criada preta que serviu a mim e a minha mãe há algum tempo. Pobre pretinho! Sequer sabia pronunciar o próprio nome, Sebastião. Com muito empenho, conseguia silabar um "Bastião" sem muita sonoridade. Quissá pudesse até aproximar-se da correta dicção, mas jamais da compreensão perfeita de uma égloga. Como segurar um litro de água que escorre pelo ralo, usando apenas as mãos? Não, uma égloga não foi feita para o pretinho Sebastião.&lt;br /&gt;Pensei em comprar uma chácara, alguns palmos de pastagens, pastores e pastadores mas me sairia muito caro o orçamento dos meus devaneios. Melhor procurar algo mais econômico para fazer; uma folgança juvenil, quem dera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-114642088389204166?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/114642088389204166/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=114642088389204166' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/114642088389204166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/114642088389204166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/04/captulo-4-gloga.html' title='Capítulo 4: Égloga'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-114581696582466218</id><published>2006-04-23T10:37:00.000-07:00</published><updated>2006-04-23T11:29:25.886-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 3: Do papagaio Luís</title><content type='html'>Se algum dia você já pensou em levar um papagaio para casa não o faça. Esse bicho é, entre todos do reino animal ou até mesmo entre todos os seres vivos, o mais traiçoeiro e o mais violento. A-HA! Quem um dia desconfiaria de uma inocente ave que canta o hino nacional? Pois é este o trunfo dos papagaios, mostrar-se inocentes e indefesos, amigos incondicionais, concordando em tudo o que fala seu dono, a fim de conquistar simpatia e confiança. Depois vem o golpe.&lt;br /&gt;Deixe-me explicar-lhe melhor. Quando ainda jovem, beirava uns doze anos de vida, ganhei de um tio meu um encantável papagaio, capaz de repetir canções inteiras e de dizer algumas expressões não muito educadas. Minha mãe recebeu com mais entusiasmo e contentamento o presente do que eu mesmo e deu-lhe o nome de Luís (nome do meu falecido avô, que Deus o tenha).  Tomou o pacote de penas com tamanha satisfação e foi por em cima do muro que separava a minha casa da casa de uma vizinha rabugenta que tínhamos.&lt;br /&gt;De certo o leitor não compreendeu a atitude da minha mãe. Explico: minha mãe e a vizinha ordinária eram as grandes rivais da rua. Disputavam tudo: a casa mais bonita, a calçada mais limpa, a quantidade de cartões de Natal que chegava pelos correios e agora o papagaio. Não precisa nem dizer ao leitor que a vizinha ficou morta de raiva e de inveja quando Luís apareceu.&lt;br /&gt;Pois bem, continuando... Onde eu estava? Ah sim... Minha mãe era um doce de pessoa, amava a natureza e os animaizinhos, cuidava das plantas como suas filhinhas do coração (graças a Deus elas eram mais bonitas que a da casa ao lado). Mas a paixão por aquele papagaio era algo fora do comum. Ele dormia na cabeceira da cama dela, enquanto eu era probido de frequentar seus aposentos; comia em cima da mesa da sala de visitas, enquanto eu comia na cozinha, quase escondido para que ninguém visse; ele chegava a assistir à TV, meu caro, em cima dos braços do sofá de camurça, enquanto eu ficava no chão entre os dejetos que ele mesmo havia ali depositado. Que sacana aquele Luís! Perdi a conta do número de vezes que tentei esfolá-lo, mas pensei melhor e vi que se eu o fizesse também seria esfolado. Nunca me senti tão rejeitado!&lt;br /&gt;Dali a alguns meses o papagaio se apossou do meu lar. Se antes eu podia assistir à TV no chão já não podia chegar nem na sala; se antes eu podia jogar bola no quintal, agora ele me atacava se eu pusesse os pés em seu território sagrado. Por pouco não puseram um quadro enorme do papagaio Luís no quarto da minha mãe; meu pai impediu. O problema é que quando me via, Luís abria suas asas, arrepiava as penas e partia para o ataque, a bicadas. Fui vítima duas vezes do infeliz. Numa delas ele me bicou nas costas e na outra... Prefiro não recordar.&lt;br /&gt;Tudo corria como no inferno até que um fato misterioso ocorreu. Num de seus banhos de sol matinais, no muro que separava a minha casa da casa da vizinha, Luís desapareceu. O leitor deve estar perplexo, mas é verdade. Sumiu! Nunca mais foi visto. Minha mãe quase teve convulsões epilépticas depois que soube do seqüestro de Luís. Todo o quarteirão foi mobilizado numa caçada pelo penoso, cartazes foram espalhados pelas redondezas, mas nada de Luís nem de papagaio nenhum.&lt;br /&gt;Claro que a maior suspeita  do crime era a vizinha encrenqueira, mas eu confesso que nunca havia sentido tanta alegria em ver minha mãe triste e chorona, enquanto D.Ofélia (esse era o nome da bandida seqüestradora) sorria e praguejava contra o bichinho sumido. Se eu não estou enganado, alguns tempos depois disseram que o papagaio foi assado num churrasco que houve para a comunidade carente da qual D.Ofélia era colaboradora. Mas àquela altura já não poderia haver sossego maior para mim. O leitor deve estar me achando um desalmado, sem piedade da minha pobre mãe e do animalzinho indefeso. Se essa for a idéia, é bom que já conheça o lado negro da minha personalidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-114581696582466218?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/114581696582466218/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=114581696582466218' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/114581696582466218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/114581696582466218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/04/captulo-3-do-papagaio-lus.html' title='Capítulo 3: Do papagaio Luís'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-114393373677536645</id><published>2006-04-01T14:43:00.000-08:00</published><updated>2006-04-01T15:22:17.286-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 2: Das paixões e dos amores</title><content type='html'>Este capítulo particularmente será o mais fácil de escrever. Sempre que me recordo de coisas boas (tão raras que se perdem na imensidão de asneiras que vivo a pensar), confesso que meu desenrolar narrativo é mais solto, flui com maior naturalidade. Evidentemente isso não significa que haja exagero em minhas palavras, hipérboles ou eufemismos; prezo sobretudo o equlíbrio, encontrável até mesmo dentro do coração. Mas eu não quero parecer um daqueles alienados que se intitulavam românticos, falando de sentimentos, corações e almas gêmeas. Vamos ao que interessa. Ahh, e não se espante se algumas coincidências entre nós ocorrerem neste texto, sejam trágicas, seja alegres.&lt;br /&gt;Ela era a mais bela das garotas que já vi. Não é, repito, exagero de minha parte. Cabelos negros, soltos e finos. Era alva como as nuvens de uma tarde de sol, mas bem melhor desenhada, diria esculpida por Apolo, no dia de maior inspiração de sua existência. Contemplava a sua candura com os olhos bobos de toda a mocidade que pela primeira vez se apaixona. Por onde Alice passava chamava a atenção, muito mais pelos seus modos e pelo seu encanto quase angelical, do que pela sua beleza estonteante. Porque ,covenhamos, nada vale a beleza de certas damas, corpos perfeitos e rostos impecáveis, se a senhorita em questão for de muito maus modos; toda a graça da perfeição, do primeiro olhar, do primeiro enlace, se esvai tão rápido quanto veio. E aí criamos um ódio mortal por aquuela mulher, tão bonita e tão deselegante, que conseguiu nos enganar por alguns segundos da nossa curta existência.&lt;br /&gt;Alice foi o primeiro amor da minha vida. Talvez o mais forte, o mais verdadeiro, talvez o mais simples e mais belo. E também o mais curto. Leitor, atente: Os nossos melhores amores são aqueles que são curtos, passageiros, rápidos como um míssel. Não há tempo para que se descubra os defeitos da amada, as desvantagens que ele pode causar ao nosso bolso (pelo menos a longo prazo), não há tempos para que se desvende a &lt;em&gt;realidade&lt;/em&gt;. E, como se sabe, a realidade é a mais afiada das foices: corta até o mais fino fio de cabelo, até mesmo o fio de cabelo de Alice.&lt;br /&gt;Depois dela vieram outras. Há sempre aquela fase em que se tem um amor por dia, outro por noite. Confesse, não adianta mentir para seu reflexo. Qual o homem que uma vez ou outra já não fez isso para fugir de determinadas situações, até mesmo amorosas? Quem já não se viu emebebido por certas moças, apenas para esquecer dos males da vida. É certo, leitor, todo homem deve passar por tempos como esse em sua vida. Depois do casamento tudo fica mais difícil, seja social, política, econômica, psico ou até fisicamente. Falo isso por observação, porque na verdade não cheguei a me casar ainda. Talvez haja tempo, quem sabe eu  seja para alguém o que tantas já foram para mim.&lt;br /&gt;Depois de farras e festas, você chega leitor, no pior momento de sua vida: não há ninguém mais em casa para recebê-lo, seja com beijos, seja com berros, seja com um rolo de macarrão para bater em você. E não há nada pior que a solidão, motivo pelo qual resolvi escrever este relato de vida.&lt;br /&gt;Vivo hoje numa constante busca, talvez eterna, talvez sem fundamento. Eu não sei o que você pensa, amigo leitor, mas a vida sentimental dos homens é igual para todo mundo: Nasce com a puberdade, cresce na juventude, se reproduz quando se pensa que é experiente  e falece, melacolicamente, quando realmente se atinje a matuturidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-114393373677536645?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/114393373677536645/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=114393373677536645' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/114393373677536645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/114393373677536645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/04/captulo-2-das-paixes-e-dos-amores.html' title='Capítulo 2: Das paixões e dos amores'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-114306247843884265</id><published>2006-03-22T12:47:00.000-08:00</published><updated>2006-03-22T13:21:18.530-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 1: Das apresentações e dos avisos</title><content type='html'>Apresentar-me será bem difícil. Não porque eu seja uma figura demasiadamente complexa, mas justamente por ter dificuldade em fazê-lo. Eu sou péssimo em descrições, sobretudo as metafóricas, tão comuns na prosa dos grandes escritores desta língua. Mas o que vou escrever pretendo findar em uma dezena de partes, mais ou menos que isso. Um relato sobre a vida de um  homem pouco interessante para os padrões contemporâneos, cabelos escassos, vista cansada, consideravelmente acima do peso. E este ser sou eu.&lt;br /&gt;Não estou à beira da morte, longe disso. É só questão de biotipo, a idade é mais cruel com um do que com os outros. Aliás, o que também não o é? Ora, não há nada totalmente imparcial neste mundo! A natureza escolhe a dedo quem se sobressai na beleza, um número ínfimo que depois dos seus trinta anos tornam-se tão escassos quanto um pote de ouro. O tempo congratula a sociedade que mais batalhou para estar no topo, seja militar ou seja intelectualmente. Não há mãe que não privilegie, sob determinada circunstância, um filho em relação ao outro. E o número de exemplos é vasto, de modo que eu me limito nesta discussão ao que já citei.&lt;br /&gt;Vivi minha vida da forma  o mais regrada possível segundo os padrões éticos e morais da sociedade: consumindo, acumulando e gastando tudo que havia acumulado logo depois. Mas de uns anos para cá, resolvi juntar. E olha que acumulei um bom volume, de modo que acredito não precisar passar por situações incovenientes durante o resto da minha existência. Aliás, era o que todo o mundo deveria fazer. As pessoas destes tempos, leitor, é que são inocentes por demais; tudo o que vêm correm para comprar e ter se a seu alcance, não pensam no futuro, não pensam nas provações pelas quais podem passar ( e eu peço sempre que Deus as livre deste tormentos).&lt;br /&gt;O mundo é dos espertos e sobreviver nesta fase do capitalismo é justamente afrontá-lo: guardar dinheiro é não colocá-lo em circulação e enfraquecver o sistema. Mas o que é uma gota d'água no oceano? Enquanto poucas pessoas pensam como a minha, tudo segue igual.&lt;br /&gt;Juntarei algumas passagens de relevância destes meus anos de experiência, as quais tento utilizar como parâmetro para alicerçar minhas teses. Isso, claro, se houver inspiração para tal e se eu não mudar de idéia no transcorrer do tempo pelo qual escrevo. Confesso que isto não será interessante, pelo menos acredito. Se até aqui, você leitor, tinha alguma esperança de cenas emocionantes de ação ou de suspense pare e procure algum texto no meu arquivo. Deve haver algum que se encaixe com o que você procura, mas se não, minhas condolências.&lt;br /&gt;As partes não sofrerão alteração devido a influências externas durante este período. é uma promessa, difícil de ser paga, mas cumprível, sobretudo se o homem em questão preze por honrar seus compromisso e jamais derrubar sua própria palavra.&lt;br /&gt;Se por acaso deixei aqui de fazer algumas declaraçãoes a respeito do que é necessário, haverá ressarcimento dentro das próximas publicações. Se a apresentação parrceu-lhe falaha ou insuficiente, era isso mesmo que eu esperava. Nada como o tempo para fazer uma pessoa conhecer a outra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-114306247843884265?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/114306247843884265/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=114306247843884265' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/114306247843884265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/114306247843884265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/03/captulo-1-das-apresentaes-e-dos-avisos.html' title='Capítulo 1: Das apresentações e dos avisos'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-114299220439862568</id><published>2006-03-21T17:10:00.000-08:00</published><updated>2006-03-21T17:50:07.230-08:00</updated><title type='text'>O clássico e trágico fim da novíssima mais verdadeira amizade já conhecida pelo mundo</title><content type='html'>Há quanto tempo, amigo blog... Anos ou décadas talvez. Naquele tempo era feliz e nem sabia. Fim de noite. Amanhã tem mais. Pra mim, não pra você, blog... Daqui a pouco tudo vai acabar e eu vou destruí-lo . Ou eu vou ser destruído antes disso. Alguém, amigo blog, vai ter que sair de casa. Nem sei quem eu desejo que vá primeiro, mas é bom que seja logo. Ou eu, ou você.&lt;br /&gt;É o fim. Temporário. Você me maltrata muito, me dá espaço demais, não há quem suporte. Eu posso até falar palavrão e ninguém vai bater na minha boca! Onde está a ditadura? Bons tempos aqueles (não para você, claro).&lt;br /&gt;Vida boa essa, não? Nunca havia sido criticado, acredito... Agora agüenta, prova um pouquinho. Nunca havia sido cobrado por alguém, hã? Não é fácil, meu caro. Mas dizem por aí que todo mundo passa por uma fase igual na vida. Alguns por mais tempo, outros por menos tempo. Talvez você tenha sido contemplado! Uma única alma viva, uma única noite, duas no máximo.&lt;br /&gt;É nessas horas que eu me dou conta do quão imbecil nós somos. Você me ilude, eu iludo você e a gente fica assim até o dia em que alguém bate na porta pra dizer: "Te vira!". Aí, meu jovem amigo, não dá mais. Divórcio.&lt;br /&gt;Daqui, quem sabe,  a não sei quanto tempo, nós não nos reencontramos, na América, qualquer dia? Dizem que no futuro vai ser bom recordar. Eu quero chegar lá vivo. Quem sabe a gente nem se destrua mutuamente, hã? Haverá talvez espaço para nós dois. Mas nesse mundo quem decide isso sou eu. E é a decisão mais difícil da minha vida. Não poder compartilhá-la com você agora me pesa uma tonelada. Faz parte da amizade certas provações.&lt;br /&gt;Aos prantos tinha que ser esse adeus.Cada um segue seu rumo. Dizem que é assim essa nossa vida, se esquece, se vive, se passa, se finda. E fim.&lt;br /&gt;Caminhar...caminhar...caminhar...caminhar...caminhar...caminhar..caminhar... Não consigo sem olhar pra trás. E quem consegue? Talvez você,amigo blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-114299220439862568?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/114299220439862568/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=114299220439862568' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/114299220439862568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/114299220439862568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2006/03/o-clssico-e-trgico-fim-da-novssima.html' title='O clássico e trágico fim da novíssima mais verdadeira amizade já conhecida pelo mundo'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-113173802202832476</id><published>2005-11-11T10:46:00.000-08:00</published><updated>2005-11-11T11:40:22.076-08:00</updated><title type='text'>O homem do dedo sangrando (Parte 1)</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejam, senhores. Não é, de fato, a minha intenção vos assustar ou causar traumas que durem para toda a vida. De modo algum me agrada a idéia fazer-vos perder noites e mais noites de sono, de tal forma que vos clamo a interromper esta leitura. Falo sério. Só os fortes sobreviverão a este texto. Parai imediatamente. Agora. Já. Não insistais, fechai esta página o quanto antes. Avisados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A estória que irei contar é real e aconteceu comigo, mas infelizmente as duas únicas testemunhas (duas senhoras da minha rua) não se encontram mais em nosso plano: uma foi acometida de um infarto fulminante e a  outra desapareceu uma tarde de casa e nunca mais foi contactada por ninguém conhecido. Por isso, advirto-vos de antemão que não sou responsável por nada que venha a ocorrer com vossas senhorias ou com algum membro de vossas estimadas famílias. Conselho de amigo: sentai-vos e preparai-vos. Se possível, chamai alguém para agarrar vossas mãos durante a leitura deste capítulo de horror na História. Vamos lá...? Estais prontos? Estais certos de que é isso que quereis? Pois bem...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava eu solitário em um dos aposentos e minha singela residência a assistir o que se passava na tv. Era noite de inverno e, como se sabe, período de chuvas fortes aqui em João Pessoa. A cada tovoada o chão tremia e a luz dos relâmpagos revelava, a cada estalo, a sombra esquelética das sombrias árvores que habitam meu quintal. Dava para ver da janela o temporal e seus encantos, que fazem do céu uma verdadeira ópera: orquestrada pelo vento, regida pelas águas, interpretada pelos raios e com a acústica dos trovões. Como já era tarde e estava muito frio, apaguei todas as luzes e recolhi-me ao leito do aposento já referido. Tudo levava a crerque esta seria uma daquelas noites de sono em que a gente se enrola embaixo do cobertor tentando sentir-se totalmente abrigado contra a chuva que derrubava o mundo lá fora. Ledo engano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tocou o telefone. Estranho... àquela hora? Quem ligaria? Meus pais certamente não, tão tarde da noite. Mas, mesmo assim, quem sabe não poderia ser eles, ham? Levantei-me sutilmente e, a passos rápidos  e silenciosos (como que poupando alguma alma sonolenta de ruídos, apesar dos estrondos que se ouviam de instante em instante),cheguei ao telefone. Enquanto ele tocava eu o observava, refletindo se deveria ou não atendê-lo. Pensei em tentar o &lt;em&gt;Cara ou Coroa, &lt;/em&gt;mas não tinha nenhuma moedinha por perto. Pensei rápido e resolvi atender o aviso dos céus: se trovoasse, aquela ligação deveria ser desprezada e eu voltar rapidamente para a cama; se relampejasse, era um sinal de que aquel telefonema jamais podreia passar desapercebido. E relampejou, prezados amigos, quase instantaneamente à minha fala. Relampejou como o planeta nunca presenciou antes desde o seu surgimento. Definitivamente eu deveria atender o telefone o mais rápido possível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falei. A princípio não obtive resposta. Minha voz ecoava no aparelho, como um som fantasmagórico, enquanto minha mãos tremiam desenfreadamente. A pessoa do outro lado permanecia muda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estais assustados já a esta hora? Se sim, não vejo alternativa anão ser intimá-los a parar, pois o que vem a seguir é cem vezes pior, chocante, macabro. Vós não imaginastes ler algo neste tom durante a vida,de certo. Hipertensos, mulheres grávidas e crianças escolhem: ou param agora ou sofrerão trágicos fins de noite. Alertados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu Deus! Que longos segundos eram aqueles à espera de uma resposta! Eu ia desligar o telefone. Mesmo que um raio caísse na minha casa e pusesse fogo em tudo, me fazendo virar torrada de alho. Eu juro que eu ia. Mas então veio a voz... Uma voz grave, melodiosa e apavorante. Nunca ouvi uma voz como aquela. Parecia de alguém extremamente...cruel.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; O homem do dedo sangrando está na sua cidade...&lt;/em&gt; - repetia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gelei, senhores. Minhas pernas estremeceram, minha boca não abria. Fiquei paralisado. De súbito, desliguei o telefone. Descontei no gancho todo o meu medo absurdo ao pôr o aparelho no lugar. Eu não conseguia controlar mais os meus impulsos: correr, fugir, esconder, preservar-me vivo. Mas, afinal, o que significava aquilo? Quem era o tal homem? O que ele queria comigo? Teria uma missão para mim ou contra mim? Seria eu o escolhido de algum universo paralelo para combater e destruir o mal? Não sabia, eu estava muito confuso. Decidi voltar para o quarto e me esconder, qual bebê em dia que fica com a babá nos dias em que papai e mamãe viajam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao passo que me virei para retornar a me cobrir, o maldito telefone tocou outra vez. Um toque nervoso, funesto, apressado. Exitei. Atender e ouvir o que aquele monstro tinha para me dizer ou contrariar o céu furioso e morrer por uma descarga de cem mil volts? Era a voz, eu tinha certeza. Na dúvida, acabei pulando e peguei o telefone, a fim de atendê-lo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Be, cavalheiros, por hoje me limito a este ponto. Esta estória deve ter deixado-vos perplexos. Não é para menos. Mas vou logo avisando que se quereis ler mais sobre ela tereis que ter uym coração bem mais forte do que pensais. Brevemente saberais o desfecho. &lt;em&gt;Hasta la vista...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-113173802202832476?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/113173802202832476/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=113173802202832476' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/113173802202832476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/113173802202832476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/11/o-homem-do-dedo-sangrando-parte-1.html' title='O homem do dedo sangrando (Parte 1)'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-113123902884786195</id><published>2005-11-05T16:03:00.000-08:00</published><updated>2005-11-05T17:03:48.883-08:00</updated><title type='text'>Cinco minutos</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faltavam cinco minutos e o tempo corria mais depressa que meu pensamento. Eu estava no centro da cidade e ela, em pouco, chegaria em casa. Encontraria o lugar abandonado e, sem as chaves, apertaria campainha até certificar-se por completo de que não havia ninguém. E então esperaria por longo tempo, pela realização dos meus caprichos. E eu, como pena pela minha tremenda irresponsabilidade, padeceria e sofreria com duros castigos. Seria meu fim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A lua, embebida por um cálice de prata líquida e fumegante iluminava os céus. E o tempo se esvaía. A  solução mais barata para salvar minha pele seria um ônibus - também a mais demorada; por outro lado, se tomasse um táxi poderia chegar a tempo e evitar um desastre (mesmo ciente de que um engarrafamento me faria perder toda a poupança que havia acumulado durante a vida). Esta indecisão me tirava segundos preciosos e já não podia esperar mais. Optei pelo táxi.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quatro minutos. Do outro lado da rua eu rezava à Deus para que Ele me enviasse um carro, vindo dos céus quem sabe; pedi com tanta fé, que fui atendido quase instantaneamente. A espera me angustiava e eu não sabia mais o que fazer. Já pensava que o melhor era ter ido de ônibus. Pelo menos eu tentaria inventar uma desculpa (que o ônibus havia caído de um penhasco e que só eu e umas outras duas pessoas havíamos sobrevivido, mais de setenta feridos, etc.). Mas isso só durou alguns segundos. Não tardou e o tal táxi apareceu. Só não era tão divino assim. O homenzinho que estava no volante era o homem mais velho que eu já vi e seu carro parecia ter sido fabricado à época de seu nascimento. Talvez ele arrecadasse um bom dinheiro se vendesse a lata velha para um museu destes de carros ou para um colecionador fanático. Renderia bem, certamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não tinha escolha. Ou ia dentro daquele táxi e correria os riscos de engarrafamento (e de vida) ou iria de ônibus e não chegaria a tempo de jeito nenhum. Acenei com a mão e o velhinho parou; não sei porquê, mas tive a nítida sensação de que aquele veículo iria parar para sempre e explodiria metade do centro da cidade. Um caos inimaginável, um pandemônio, destaque no &lt;em&gt;The international broadcast&lt;/em&gt;, milhares de vítimas, dentre elas a minha pessoa. Conquanto, o motor barulhento respirava com a ajuda de aparelhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abri a porta e só então, pelo barulho que fez-se, tive a real noção da idade do bagulho: simplesmente incálculável; bem mais idoso do que pensei inicialmente. O velhote me recebeu com um sorriso e um "Boa noite!" bastante simpáticos. Sabe aqueles sujeitos com os quais se perderia uma tarde conversando sobre assuntos inúteis? Pois bem, aquele era um destes. Uma boa alma. Não perguntei o nome dele por pouco. Não que eu quisesse lhe enviar um cartão de Natal ou doar parte de meus bens quando morresse, mas é sempre bom saber essas coisas a respeito de gente boa. Expliquei-lhe então a situação e pedi para que ele descesse o pé no acelerador rumo à perigosa Torre. Não tínhamos nem mais um segundo a perder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir daí ocorreu um dos momentos mais (não encontrei adjetivo para descrevê-lo; não queria usar "fabuloso" ou "fantástico" nem muito menos "irado")... O tanque enferrujado desgarrou e uma só vez e saiu cantando pneus em plena rua movimentada, hora de pique. Eu não me segurava em nada porque corria o risco de contrair tétano; confiei num cinto de segurança mal ajustado ao meu corpo e fechei os olhos. Que sensação! Melhor que qualquer montanha russa (só enfrentei uma na minha vida, não lá muito altá, é bem verdade).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto voava sobre seu calhambeque, o velhinho falava entretidamente comigo sobre as mudanças no trânsito das redondezas do meu bairro. Ele não falava errado, era deveras educado e politizado. Grande homem devia ser aquele senhor. Acredito que ele  havia se tornado taxista por causa da aposentadoria curta e ele nunca havia conseguido emprego com seu diploma de biblioteconomia ou coisa do tipo. Via-se que não era qualquer um.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O momento de maior adrenalina se aproximava: o mercado. Lá era sempre cheio de gente, mesmo`a noite, com carros estacionados dos dois lados da rua, impedindo o fluxo livre de carros. Nossa! Em um palmo, aquele cidadão fazia duas curvas para lados opostos e saía em quinta marcha. Vi a hora de entrar feira à dentro, derrubar a barraca das bananas e ir parar na seção de carnes com moscas. Não queria que os outros tivessem nojo ao retirar meu cadáver, sujo e ensangüentado, dos escombros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vale frisar que eu cheguei uns três minutos depois, com alguns segundinhos de folga. Agradeci muito ao homenzinho e me despedi. Refleti bastante sobre quem seria o próximo felizardo a entrar naquele táxi. Dos céus,concerteza. &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-113123902884786195?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/113123902884786195/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=113123902884786195' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/113123902884786195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/113123902884786195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/11/cinco-minutos_05.html' title='Cinco minutos'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-113053758085665136</id><published>2005-10-28T14:12:00.000-07:00</published><updated>2005-10-28T15:20:42.400-07:00</updated><title type='text'>Dia de treinamento</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;blockquote id="2d16e08"&gt;&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aconteceram algumas coisas bastante frutíferas hoje para mim. Eu acho que este foi o dia menos adolescente da minha vida inteirinha. Nada de revoltas, nada de desespero. Descrevê-lo-ei, mas não esperem uma história fantástica como &lt;em&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;/em&gt;. Essa é uma das melhores da Disney; fugiu, durante boa parte do filme, dos convencionalismos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu pai comprou um rádio. Daqueles de pilha, mesmo. Mas não é igual a qualquer um, não. Valeu a pena, de verdade. A potência dele é incomparável ao chiado que comumente se faz à simples menção de que vamos ligá-lo; parece que os radios funcionam sozinhos. É só mencionar que vamos ligar na tomada e eles começam a fazer um barulho insuportável para que você desista. Esse não. O som não é tão abafado e dá para suportar. E nem foi caro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Anestesiado pelo maravilhoso rádio, fui para a escola na expectativa de um dia daqueles. Muito o que se fazer e nenhuma disposição para tal. Mas tudo correu melhor do que se esperava. Quem me conhece já sabe a história toda, e como esse pessoal é maioria, não vou fatigá-los com as mesmas conversas. Mas não sabem como eu me diverti hoje na escola.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que eu estou ficando maduro. Páre de rir. Ouça. Digo, leia. Eu nunca vi tantas verdades na minha vida quanto hoje, verdades que qualquer pessoa não conseguiria enxergar a não ser num situação especial; todos os meu diálogos foram formidáveis. Descobri coisas e me surpreendi com cada uma delas. É bom dialogar assim, quando não é aquela coisa manjada, aquele assunto manjado, aquele povo manjado, parecendo ter combinado conversar o mesmo assunto todo dia. Um olha para o rosto do outro e começa a falar as mesmas coisas do dia anterior. Isso não é uma crítica, porque claro acontece comigo várias vezes e não se tem assunto necessariamente na hora que se deseja conversar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Digão comprou um tênis. Fantástico, aquele tênis. Depois de muito tempo é que me dei conta do quão importante para a figura e para toda a classe aquele tênis era. A reação das pessoas, o olhar de quem o via planando não sobre desconfortáveis botas de madeira, mas sobre um tênis COMUM como qualquer outro da &lt;em&gt;Casa Pio, &lt;/em&gt;como ele mesmo se sentia bem naquilo ali. Ele é uma boa pessoa, no fundo. No começo do ano pensaram em fazer abaixo assinado para tirá-lo da sala, mas não imagino a turma sem Digão; é aquela velha história de se julgar pelas aparências. Eu mesmo o fiz. Fiz mal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Almocei feijão com arroz hoje, acompanhados de uma carninha seca. Pouco me importava a carne; o feijão e o arroz estavam divinos. Fazia tempo que eu não comia feijão e arroz quase puros. E eles estavam deliciosos. Acho que é porque eu não comia há um bom tempo assim, semacompanhamentos. Pude sentir o sabor mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A segunda parte de &lt;em&gt;O apanhador no campo de centeio &lt;/em&gt;diálogo bom. A irmã caçula do protagonista dá uma lição daquelas no irmão. E o pior é que ele não sabe admitir críticas. Mas ama tanto a irmã que admite ser quase humilhado por ela. Depois de criticar o livro todinho as coisas mais imbecis, ele é criticado justamente pela irmã mais nova.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para não me alongar demais, fico por aqui. Sem frases de efeito desta vez.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-113053758085665136?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/113053758085665136/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=113053758085665136' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/113053758085665136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/113053758085665136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/10/dia-de-treinamento.html' title='Dia de treinamento'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-113046817906156853</id><published>2005-10-27T19:33:00.000-07:00</published><updated>2005-10-27T19:56:19.073-07:00</updated><title type='text'>Drama</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;div align="justify"&gt;É decepcionante pensar algo sobre alguém e perceber que era tudo ilusão. Algumas pessoas conseguem nos surpreender surpreendentemente. Sabe, você admira e gosta do que vê; pouco depois, descobre que tudo que pensou era falso e demora a crer que não é do jeito que você gostaria que fosse. Não, eu não levei chifres. É só uma observação que jamais pensei ser tão comum na vida das pessoas, mas que venho notando há algum tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o pior é que eu acho que nós somos o culpados de tudo. Nós nos entregamos muito a uma coisa boa, sem perceber que não existe algo tão bom que chegue a ser perfeito. O seu melhor brinquedo não era perfeito, seus pais não são perfeitos, eu não sou perfeito, as gurias não são perfeitas, você não é perfeito... Mas o pior é que algumas dessas coisa são boas demais, a maioria delas, é verdade, e nós, por carência em ocupar a mente, mergulhamos (eu odeio essa palavra com essa conotação, livros de auto-ajuda são tenebrosos) sem pensar nas conseqüencias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deve tá um saco ler isso aqui. Para alguns, certamente essa foi a pior postagem já feita por mim. Mas peço mil perdões, porque as circunstâncias em que escrevo são especiais. Farei de tudo para isso não mais se repetir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas ainda vem o pior. Não há cura para essa espécie de inocência, pelo menos a curto prazo. As situações voltarão a se repetir e nós faremos exatamente as mesmas coisas e cairemos novamente nas mesma armadilhas. E o que fazer quando isso ocorrer de novo? Postar outra, que nem essa, quem sabe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-113046817906156853?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/113046817906156853/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=113046817906156853' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/113046817906156853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/113046817906156853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/10/drama.html' title='Drama'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-112990175216284843</id><published>2005-10-21T06:03:00.000-07:00</published><updated>2005-10-21T06:35:52.213-07:00</updated><title type='text'>Ovelhas negras... e brancas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Construir opiniões baseado em aparências ou dados não nos levarão jamais à verdade. Dessa forma, quando conceituamos qualquer indivíduo em nossa mente, percebemos tempos depois, quando realmente o conhecemos profundamente, que a nossa pré-concepção era totalmente errada. O problema é que nós demoramos muito para mudar algo pré-estabelecido, às vezes a vida toda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você, por exemplo, é uma coisa, mas, por motivos peculires de cada situação, já teve que se passar por outra. É tão comum, que em algumas pessoas a face fajuta é preponderante em relação à real. Mas isso não significa dupla personalidade; pelo contrário, é a falta de personalidade que faz com que cada um modifique-se ou adapte-se ao meio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode argumentar que a real personalidade nunca poderá ser mais fraca do que a mentirosa. Conquanto, todos que possuem essa falha de caráter têm plena consciência do que fazem quando arquitetam comportamentos para novas ocasiões nas quais terão que se passar por uma outra pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao meu ver existe uma única situação que torna a minha teoria falsa. Em casos em que a minoria forma, num meio delimitado, maioria. Ou seja: quando uma certa quantidade de pessoas que discordam da grande parcela, criam uma sociedade paralela. Neste caso, pertencer a este grupo que pensa diferente não é indicador de forte personalidade. Para ser diferente, você deve ser igual a todo mundo, e isso sim é mais difícil, porque você estará lidando, geralmente, com pessoas de pensamento totalmente radical. Por isso é mais complicado encontrar uma freira em meio a &lt;em&gt;punks&lt;/em&gt; do que um &lt;em&gt;punk &lt;/em&gt;em meio a freiras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, ao formar opinião sobre uma pessoa não basta saber sobre ela, ou simplesmente vê-la; deve-se analisar, essencialmente, o meio no qual ela está inserido, e perceber assim o real caráter de quem pensamos conhecer.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-112990175216284843?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/112990175216284843/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=112990175216284843' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112990175216284843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112990175216284843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/10/ovelhas-negras-e-brancas.html' title='Ovelhas negras... e brancas'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-112977516136386853</id><published>2005-10-19T19:00:00.000-07:00</published><updated>2005-10-19T19:26:01.373-07:00</updated><title type='text'>E eu não tenho treze anos</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;div align="justify"&gt;                   Não pensemos, permitamos que os outros façam isso por nós! É tudo bem mais fácil, senhores. Afinal, todos (aparentemente) pensam coisas boas. A vida é tão bela para os outros e tudo é tão simples. Felizes para sempre! Somos um todo que é um conjunto de coisas que somadas e divididas por quatro são uma só! Preocupemo-nos apenas com... com nada!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                 Vamos fugir para a Amazônia... Vamos de moto... Vamos acampar e viver em contato direto com a natureza! Aí apareceremos (em fotos, uma vez que jamais retornaremos) no jornal e todos escreverão sobre nós... Reconhecimento...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                  Não pensemos! Não pense. Não é bom. Mande ele pensar. Ele. Aquele ali. Mande ele. Eu quero um PS-2, desde menino mas nunca tive. Compremos! Para nós! Todo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                  Se a gente for, não vai poder levar. Esquece. Não pensemos. Viajemos para a Amazônia. São Paulo, não, para a Amazônia. Reconhecimento...À uma tribo? Massa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                  Cadê o copo de leite? Tá aqui. Uma tribo é massa. Dança da chuva... Só assim chove lá, ha ha ha ha ha ha hey... Acabou o leite. Caramba, que... Esqueçam. Mas antes de sair, compremos o PS-2! Vai ser massa. Massa. Tá massa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                   É tudo tão fácil, senhores.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-112977516136386853?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/112977516136386853/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=112977516136386853' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112977516136386853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112977516136386853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/10/e-eu-no-tenho-treze-anos.html' title='E eu não tenho treze anos'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-112976640012924583</id><published>2005-10-19T16:32:00.000-07:00</published><updated>2005-10-19T17:00:00.136-07:00</updated><title type='text'>Malhação</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;div align="justify"&gt;          Peguei você. Provavelmente, ao ler este título, vossa senhoria deve ter se espantado ao imaginar que eu discutiria sobre isso, mesmo que fosse para xingar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;          O conto que escreverei é totalmente diferente daquilo que considero interessante. Afinal, construir teorias a respeito da vida das pessoas (caricaturadas, é verdade) é totalmente naturalista e eu, como bom parnasiano (que pretensão...), as odeio. Mas confesso que não consigo escrever um &lt;em&gt;Hoje é dia de Maria&lt;/em&gt;. Passar a arte à narrativa é praticamente impossível. Um lampejo aqui outro acolá, mas tudo não.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;          Uma outra possibilidade, a primeira que pensei, poderiaser escrever algo fantasioso a fim de elaborar críticas. Mas sinceramente... É trabalhoso e pode se tornar infantil demais. Poderia escrever uma narrativa só por construir, mas esse não é o meu objetivo. Decidi então revelar a minha visão sobre a sociedade brasileira, tomando como universo a cidade do Rio. É para rir, na primeira análise, mas não é de todo mal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;          Vou aproveitar esta salada de assuntos para comentar os comentários que fizeram por aí. Vocês pensam que conseguiram interpretar &lt;em&gt;Luzes, &lt;/em&gt;mas estão bem longe. Na verdade interpretá-lo é fácil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;           Por fim, estou decepcionado porque esta postagem está horrorosa. A começar pelo título.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-112976640012924583?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/112976640012924583/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=112976640012924583' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112976640012924583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112976640012924583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/10/malhao.html' title='Malhação'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-112837569888812821</id><published>2005-10-03T13:29:00.000-07:00</published><updated>2005-10-03T14:41:38.903-07:00</updated><title type='text'>Luzes</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Cai o sol, não mais que uma vez&lt;br /&gt;Crepúsculo, amanhecer do poeta&lt;br /&gt;Acertam, os anjos, veloz seta&lt;br /&gt;No peito, na alma - embriaguez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite, vem comigo novamente&lt;br /&gt;Compor versos lindos, dança bela&lt;br /&gt;Flutuar de letras, valsa à capela&lt;br /&gt;Na voz da musa, que não sai da mente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escorregam as fadas,em cirros e nimbos&lt;br /&gt;Ninfas, sereias que cobrem o céu&lt;br /&gt;Estrelas, cometas, espetáculo fiel&lt;br /&gt;Dos deuses e heróis do monte Olimpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a orquestra cessar a melodia&lt;br /&gt;Virá o sol, tão forte, tão imponente&lt;br /&gt;Acender a vida de toda esta gente&lt;br /&gt;Trazer a luz , trazer um novo e longo dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-112837569888812821?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/112837569888812821/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=112837569888812821' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112837569888812821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112837569888812821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/10/luzes.html' title='Luzes'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-112818552516952489</id><published>2005-10-01T09:24:00.000-07:00</published><updated>2005-10-01T09:56:50.970-07:00</updated><title type='text'>Composição</title><content type='html'>Música, arte e ciência dos sons&lt;br /&gt;Agradável e aconchegante alegria&lt;br /&gt;Deleite dos ouvidos, melodia&lt;br /&gt;Ressoa, retumba, retine os tons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plácidos minutos, fim de tudo&lt;br /&gt;Sublimes, enfim, etéreos eternos&lt;br /&gt;Estalos finitos, versos sinceros&lt;br /&gt;Do peito, dos bardos, do mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toca, encanta o coração, harmonia&lt;br /&gt;Comove o poeta, conflagra seu peito&lt;br /&gt;Beleza, em si, derrama em teu leito&lt;br /&gt;A música, a arte, a poesia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-112818552516952489?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/112818552516952489/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=112818552516952489' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112818552516952489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112818552516952489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/10/composio.html' title='Composição'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-112811254830007650</id><published>2005-09-30T12:30:00.000-07:00</published><updated>2005-09-30T13:35:48.360-07:00</updated><title type='text'>Profanação</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;div align="center"&gt;Chore por mim, doce poesia&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O filho teu morre, degola&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Enquanto a alegria o teu mundo assola&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A mim me resta um triste fim, melancolia&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O peito aperta, a íris cede&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não, os lírios do campo não me querem mais&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Busco a musa, mas a mim jamais&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Um anjo tão belo atenção concede&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não há amor, não há dor&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;É tudo tão seco, tão cheio de vazio&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Chove, me molha, me dá arrepio&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O frio que me priva do calor&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Consola-me, senhora, agora&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Te calas, me ouve, a lenta agonia&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Modifica-te, arte da alegria&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que o teu seio seja mais que uma escora&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Lamento o teu tão singelo ouro&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ofuscar nestes versos que escrevo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Taciturna, ópera sem enlevo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não é digna de tão duro mouro&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Perdoa-me, mas por favor, a mim alivia&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Por mim ora, por mim intercede&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A Deus, a Quem tudo procede&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Chore por mim, minha doce poesia&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-112811254830007650?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/112811254830007650/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=112811254830007650' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112811254830007650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112811254830007650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/09/profanao.html' title='Profanação'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-112752041136640478</id><published>2005-09-23T16:52:00.000-07:00</published><updated>2005-09-23T17:06:51.373-07:00</updated><title type='text'>Nuvens</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;div align="center"&gt;Tomo a pena e o cinzel&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Acendo as estrelas, recosto-me à lua&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Me rendo à arte mais bela e mais crua&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;As minhas letras me levam ao céu&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O sonho mais breve e eterno&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;De quem a mais dura face do mundo conhece&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;De quem nada tem mas merece&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Algo divino, bens etéreos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Bato asas, no infinito flutuo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Soberano do mundo, amante do ofício&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Olvido aquilo que a mim é difícil&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Dos mais simples deleites usurfruo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sois vós, palavras, meu esconderijo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que me ajudais fugir do esgoto escuro&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Os antídotos com os quais eu me curo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Dos mais forte de minh'Alma litígio&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-112752041136640478?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/112752041136640478/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=112752041136640478' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112752041136640478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112752041136640478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/09/nuvens_112752041136640478.html' title='Nuvens'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-112681902606623658</id><published>2005-09-15T13:54:00.000-07:00</published><updated>2005-09-15T14:17:06.556-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;div align="justify"&gt;      Eu juro que eu tentei. Fiz todos os esforços possíveis para um ser humano, lutei dias, horas, meses pra evitar, mas foi algo mais forte que eu. Foi algo que não dava mais para segurar, que já chegava ao limte da existência. Me desculpem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;      Não teve como não falar de Brasília. Que semana linda. Nunca tive tanto orgulho de ser brasileiro, de ter votado em pelo menos 6 políticos ladrões na eleição passada. E dou um doce de côco para quem fez diferente, um doce daqueles que vêm com açúcar cristalizado em cima e que pedem pelo menos dois copos d'água depois. E mando pelos Correios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;      O país chorou, caiu em prantos, escandalizou-se com a deposição de Roberto Jefferson; logo quando parecia que ele ia denunciar o presidente e mais metade dos membros do Estado, cassaram seu mandato. Covardes aqueles deputados. E o pior é que se eles não fizessem isso conseqüentemente caminharíamos para uma guerra civil dentro do Parlamento, com canhões e tudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;       Depois, foi a vez do nosso conterrâneo, nordestino, líder do Legislativo, homem de ímpeto: Severino. Até o nome o ajuda a ser popular. Se-ve-ri-no. Foi humilde até na hora de roubar: só dez mil, pobrezinho. Depois não dizem que o povo nordestino é discriminado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;      Mas pelo menos eu não vou perder meu doce de côco.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-112681902606623658?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/112681902606623658/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=112681902606623658' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112681902606623658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112681902606623658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/09/eu-juro-que-eu-tentei.html' title=''/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-112681743500335325</id><published>2005-09-15T13:43:00.000-07:00</published><updated>2005-09-15T13:50:35.020-07:00</updated><title type='text'>Manual de Instruções</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou decepcionado comigo mesmo. Não era para ser assim, mas só pra me contrariar, sou e pronto. Quem quiser que ache ruim. Mas mesmo assim eu estou errado, deveria agir da forma correta, da forma estabelecida como correta. E eu devo satisfações a quem? A mim? Quem eu penso que sou para me pedir satisfações? Minha consciência, por acaso? Eu faço o que penso, apesar de ter certeza que não deveria fazer, porque me angustia muito contrariar a todos. E quem todos pensam que são? Só vou agir da forma que a todos convém? Sim , terei que fazê-lo. Ou não.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-112681743500335325?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/112681743500335325/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=112681743500335325' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112681743500335325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112681743500335325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/09/manual-de-instrues.html' title='Manual de Instruções'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-112620720436655384</id><published>2005-09-08T12:12:00.000-07:00</published><updated>2005-09-08T12:20:04.373-07:00</updated><title type='text'>Sem inspiração</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Eu preciso demais escrever uma poesia. É tudo que mais quero da minha vida neste momento. Mas preciso de inspiração...&lt;br /&gt;Oh, plácida nuvem das idéias que não me vêm! Onde estais vós estrelas da madrugada nesta tarde de sol? Dormis como os morcegos em cavernas? Pois irei procurar-vos a fim de ter convosco momentos de sabedoria divina, nem que para isso arrisque minha existência em caminhos pedregosos e traiçoeiros, nem que para isso eu suma e nunca mais volte, nem que para isso eu tenha que raptar a arte...&lt;br /&gt;Mas não posso sair deste claustro que me aprisiona. E é o fim da poesia.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-112620720436655384?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/112620720436655384/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=112620720436655384' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112620720436655384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112620720436655384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/09/sem-inspirao.html' title='Sem inspiração'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-112620624405448130</id><published>2005-09-08T11:47:00.000-07:00</published><updated>2005-09-08T12:04:04.073-07:00</updated><title type='text'>Que ninguém é perfeito todo mundo já sabe</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;As boas notícias quando comparadas às ruins nunca são suficientemente confortantes para nos fazer esquecer daquilo que nos incomoda. Em outras palavras, eu volto à velha máxima de que a natureza humana nunca se satisfaz com o que tem, porque é de seu instinto almejar sempre mais para parecer melhor do que os outros ou simplesmente tripudiar sobre eles.&lt;br /&gt;Alguns tantos já chegaram à mesma conclusão que eu há mais ou menos desde que se entendem por gente. Mas ao passo que amadurecemos (rirei de mim amanhã porque hoje estou me classificando como maduro), fica cada vez mais intrigante esta história de não satisfazer-se com as poucas coisas boas que o mundo pode nos oferecer.&lt;br /&gt;Veja o caso da minha vizinha: figura conhecida em toda a cidade, competente, independente, inteligente, mas feia de doer. E isso a incomoda de forma tão profunda que ela trata todo mundo que é mais bonito que ela (então quase todas as pessoas que existem na Terra) de forma bruta, deselegante, de modo que todas as outras qualidades dela passam a ser encobertas por um único defeito, uma coisa ruim que chama mais  a atenção das pessoas do que suas qualidades todas juntas.&lt;br /&gt;Conclusão: como ningúem é perfeito haverá sempre um motivo em nós para nos fazer incômodos para pelo menos uma pessoa neste mundo. E mesmo que nós sejamos bons em todos os outros aspectos possíveis nada fará com que esta pessoa passe a gostar de nós. Intrigante.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-112620624405448130?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/112620624405448130/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=112620624405448130' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112620624405448130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112620624405448130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/09/que-ningum-perfeito-todo-mundo-j-sabe.html' title='Que ninguém é perfeito todo mundo já sabe'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16332136.post-112588189608891737</id><published>2005-09-04T17:41:00.000-07:00</published><updated>2005-09-04T17:58:16.093-07:00</updated><title type='text'>A sociedade das formigas</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Antes de postar esta refleti muito sobre qual linha seguir para me expressar: se utilizar da minha complexa rede de pensamentos e opiniões ou  simplesmente me limitar a falar de coisas sem nexo as quais nao instruam nem contribuam a ninguém. Confesso que depois de ler as lamúrias de meu colega Bozo concluí que o melhor a se fazer é perder tempo. Não soframos criticando as pessoas ou os pensamentos pré-estabelecidos pela sociedade. Tsk, tsk, tsk,... O que realmente vale a pena é fazer exatamente o que eu estou fazendo agora, gastando meu rico tempo em escrever asneiras que alguém lerá e não achará a menor graça porque não influí em nada na vida dessa pessoa. Mas isso pouco me afeta porque me preocuparei apenas comigo e isso é o suficiente.&lt;br /&gt;Para os poucos que continuam a ler esta porcaria, vos informo que escreverei um livro chamado " A sociedade das formigas". Eu me apaixonei pelas formigas e resolvi me dedicar a elas. São fabulosas. Os resultados sairão em breve, em edições fragmentadas. Vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16332136-112588189608891737?l=capraniatimes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://capraniatimes.blogspot.com/feeds/112588189608891737/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16332136&amp;postID=112588189608891737' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112588189608891737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16332136/posts/default/112588189608891737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://capraniatimes.blogspot.com/2005/09/sociedade-das-formigas.html' title='A sociedade das formigas'/><author><name>Felipe Palitot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674894357342257054</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
